"Pezão é uma pessoa simples", disse Cabral. "(Com) capacidade de governar, de conhecimento dos problemas do Estado. Realizador, já provou isso, Tirou do papel sonhos. E vai cada vez mais integrar todos nessa direção do Rio desenvolvido."
Cabral deixou o governo em abril, ainda sob a crise de impopularidade aberta pelas manifestações de junho de 2013, marcadas por excessos da Polícia Militar, sob seu comando, contra manifestantes. A campanha de Pezão tem optado por não assumir ostensivamente a defesa do ex-governador, preferindo usar termos genéricos, como "nosso governo", para elogiar e defender a continuidade de obras e realizações da atual administração.
O programa de Pezão dedicou-se a apresentá-lo como administrador. O candidato apareceu visitando obras que coordenou no governo, como o Arco Metropolitano. Imagens de Pezão a bordo de um carro, percorrendo a via sob sol forte, abriram e fecharam o programa. "Neste Estado, as pessoas diziam que não tinha mais jeito", disse ele, enquanto o automóvel percorria a estrada recém-inaugurada. O candidato também mostrou imagens suas com moradores do conjunto residencial construído na área da antiga CCPL, na zona norte, e em conversa com moradores da Tijuca, sobre as Unidades de Polícia Pacificadora. Como resposta velada a reclamações de falta de policiamento nas ruas (a prioridade seria das UPPs, segundo críticos), Pezão prometeu mais 12 mil policiais.
Em seu programa, o senador Lindbergh Farias (PT) insistiu em mostrar as diferenças entre o que chama na campanha de "Rio de cartão postal" (a zona sul da capital) e os bairros e cidades mais pobres. "As pessoas sabem que o Rio pode ser bem melhor e que chegou a hora de mudar", disse Lindbergh. Ele voltou a exibir depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pedindo votos em sua candidatura.
O candidato Anthony Garotinho (PR) afirmou que "tem lado" e voltou a citar iniciativas de seu governo anterior, marcado por programas sociais voltados para os mais pobres.
Marcelo Crivella (PRB) investiu em imagens de rua.
Entre os nanicos, Dayse Oliveira (PSTU) denunciou demissões de trabalhadores e repressão a manifestações nas ruas. "Proteste, vote PSTU", pediu a campanha.
Senado
Na campanha pela vaga no Senado, Carlos Lupi (PDT) exibiu depoimento da presidente e candidata à reeleição pelo PT Dilma Rousseff. Segundo ela, Lupi é "comprometido com as causas populares".