Para Eduardo Jorge, o Brasil deveria priorizar investimentos em fontes renováveis como a solar e a eólica. “A energia solar vai ser competitiva agora, do jeito que está caindo o preço e está subindo a tecnologia e a produção. Daqui a uns dez anos, ela vai ser competitiva com qualquer outro tipo de energia, talvez seja uma das mais limpas de todas”, avaliou. Segundo ele, o foco em biocombustíveis como o etanol também é uma possibilidade, desde que não haja prejuízos à produção de alimentos.
O debate ocorreu na Universidade de Brasília, onde os candidatos foram perguntados sobre os compromissos de seus programas de governo com a política energética, suas intenções de utilizar fontes de energia renováveis ou de continuar com alguns modelos energéticos atuais. De acordo com a organização do evento, oito candidatos à Presidência foram convidados. Dois compareceram (além de Eduardo Jorge, José Maria do PSTU esteve presente), e dois enviaram seus representantes (Eduardo Campos do PSB e Luciana Genro do Psol).
“Sou ardorosamente favorável que nas grandes cidades brasileiras haja o pedágio urbano, porque o poluidor tem que ser pagador, ele tem que ajudar a transição dessa matriz.
Além de criticar a forma como o governo brasileiro vem lidando com o petróleo encontrado na camada do pré-sal, Eduardo Jorge propôs a substituição do programa de acordo nuclear que o Brasil tem com a Alemanha por um programa de cooperação em energia solar. “A Petrobras deveria transitar de uma petrolífera, datada para ser penalizada e cada vez mais taxada, para uma empresa de energia predominantemente renovável”, defendeu o candidato..