A extensa agenda de Eduardo incluiu ainda a assinatura da carta de renúncia ao cargo de governador. No entanto, ele disse que só deixaria de se sentir o gestor do estado hoje, ao passar o cargo para o vice João Lyra (PSB), e mostrou animação com a nova fase de sua vida. “Vivi intensamente o papel de governador. Agora, é um outro papel, outra tarefa que vou viver com intensidade e com a mesma alegria. Sempre soube ser as coisas e deixar de ser as coisas. A gente só é as coisas quando está preparado para deixar de sê-las”.
Os discursos de Eduardo foram pensados de acordo com cada um dos compromissos.
Acompanhado dos familiares em quase todos os compromissos, Eduardo Campos evitou assuntos espinhosos. No início da noite, quando questionado sobre a reclamação do senador Humberto Costa (PT) de que ele está sendo injusto por não citar que parte das obras inauguradas tem recursos do governo federal, ele foi seco: “Não vou responder”. Depois, no Museu Cais do Sertão, deu destaque a um ex-aliado. “Essa obra nasceu de uma conversa minha com o ex-presidente Lula (PT). Quero aqui dedicar essa inauguração ao presidente Lula. Aqui prestamos uma homenagem a um grande brasileiro”, falou.
Os compromissos de Eduardo Campos foram acompanhados por políticos das mais diversas áreas. Todos queriam a oportunidade de sair bem na foto ao lado do ex-governador. O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), secretários de estado, vereadores e deputados estaduais e federais, inclusive de legislaturas passadas, como Severino Cavalcanti (PP), fizeram questão de fazer parte do adeus de Eduardo após sete anos e três meses à frente de Pernambuco..