Brasília – Ex-presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes quer que o órgão de controle externo do Poder Judiciário tenha uma sede definitiva.
Entre os problemas apontados está o risco de insalubridade presente no prédio da 702/703 Norte, antiga sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Decisões judiciais mostram que a empresa foi obrigada a pagar adicional de insalubridade há cerca de quatro anos. Tanto a EBC quanto o CNJ disseram à reportagem que as antenas de transmissão serão retiradas do local e, ainda, que não há risco de contaminação ao pessoal que irá trabalhar no imóvel.
Gilmar Mendes, que presidiu o CNJ entre 2008 e 2010, lembra que tentou negociar, no começo de sua gestão, a transferência do órgão para a então sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no Setor de Autarquias Sul.
Sucessores dele no comando do CNJ, os ministros aposentados Cezar Peluso e Ayres Britto cogitaram transferir o órgão de endereço, mas esbarraram em resistências. O antigo prédio do TSE, por exemplo, foi destinado ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Cogitou-se inclusive a instalação do CNJ no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), mas a negociação também fracassou. Já na gestão de Joaquim Barbosa, firmou-se um acordo para que o conselho ocupe no futuro um dos edifícios atualmente utilizados pelo TRF, que constrói uma nova sede. Como a obra levará alguns anos para ser concluída, Barbosa firmou termo de cessão de três anos com a EBC e optou pela desocupação imediata do prédio anexo ao Supremo. “O STF tem necessidade premente de reocupar a área onde outrora se localizavam os gabinetes dos ministros”, justifica a assessoria do CNJ.
Mensalão
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomará somente na semana que vem o julgamento dos embargos infringentes apresentados pelo ex-deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado a nove anos e quatro meses de cadeia no processo do mensalão. O petista está preso há um mês no Complexo da Papuda, em Brasília. A tendência é de que os ministros anulem a condenação relativa ao crime de lavagem de dinheiro. Caso confirmada a expectativa, João Paulo terá pena final de seis anos e quatro meses e permanecerá no regime semiaberto. Na semana passada, a defesa do ex-deputado se manifestou no plenário, assim como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que defendeu a manutenção da condenação.