Tanto ele quanto Aécio Neves (PSDB) têm batido na tecla do esgotamento do modelo político capitaneado pelo PT desde 2003. “Não vamos entrar nas provocações, não vamos deixar que o debate sobre o Brasil resvale para a briga de rua”, afirmou Campos. O governador esteve em Brasília para participar da abertura da reunião do diretório nacional do PPS, partido que recentemente anunciou a intenção de apoiar sua candidatura à Presidência.
Em seu discurso, o pernambucano centrou ataques ao governo Dilma, seguindo a linha adotada desde que rompeu com o governo federal, em setembro, dizendo que a atual gestão está sem rumo e que as conquistas sociais e econômicas dos últimos anos estão sob ameaça. “A situação se degrada a cada dia.” Apesar de o PSB ter ocupado dois ministérios no governo petista – Integração Nacional e Portos –, Campos criticou particularmente o loteamento do governo entre os partidos. “Cada um quer um ministério, uma caixinha para chamar de sua, enquanto a sociedade quer o contrário”, afirmou, indicando apoiar a tese também defendida por Aécio de redução substancial do atual número de ministérios, atualmente em 39.
No evento, Campos também elogiou Aécio, político de “grande qualidade”, deixando clara a estratégia de uma campanha que não confronte a do tucano, já que os dois têm alinhavado um pacto de apoio em eventual segundo turno.
SÃO PAULO Presidente do PPS, o deputado Roberto Freire minimizou divergências com o PSB na formação de palanques regionais e disse que o projeto nacional é mais importante. O principal problema está em São Paulo, onde tanto o diretório regional socialista como o PPS preferem apoiar a reeleição do governador tucano Geraldo Alckmin, mas a Rede, da ex-ministra Marina Silva, exige candidatura própria. “Não é o local que vai determinar a política nacional, é a política nacional que vai ajudar a local.