Na lista da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Marcos Valério tem atualmente 35 inscrições de dívidas para serem pagas. A maior delas refere-se à falta de pagamento de tributos não previdenciários no valor de R$ 96,7 milhões. Essa autuação é cobrada dele, da ex-mulher Renilda Santiago, dos antigos sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, também presos após condenação pelo Supremo, e da SMPB Comunicação, agência de publicidade usadas no esquema.
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Pizzolato tem aposentadoria de R$ 20 mil e imóveis de R$ 6 mi em nome da mulherCondenado no mensalão, Pizzolato planejava fuga do país há oito anosCondenados do Mensalão se adaptam à rotina na cadeiaJuiz contraindica transferência de Marcos Valério a Minas GeraisFamília de Marcos Valério teme transferência do empresário para MinasOutros dois condenados no processo do mensalão constam da lista de devedores: o ex-advogado e ex-sócio de Valério, Rogério Tolentino - também presos - e o corretor Breno Fischberg, que aguarda em liberdade apreciação de um recurso sobre se terá direito a um novo julgamento. O maior devedor, pessoal ou solidariamente, é Hollerbach, com R$ 177 milhões.
A cobrança das dívidas é feita tanto por via administrativa como por via judicial e ocorre nos casos em que não há questionamento sobre os valores exigidos. A adesão a parcelamento de dívidas, como é o caso do Programa de Recuperação Fiscal (Refis), acarreta a exclusão automática do devedor da lista. Ou seja, a dívida divulgada na internet do operador do mensalão - e também dos outros envolvidos - não está sendo contestada e nem houve adesão a algum programa de parcelamento. Ela também se refere apenas a débitos federais.
Marcos Valério virou alvo de ações de execução fiscal movidas pela Fazenda Nacional na Justiça Federal de Minas Gerais desde 2001, quatro anos antes do escândalo do mensalão. No período foram apresentadas 13 ações com cobranças de dívidas previdenciárias, de tributos como Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto de Renda pessoal de Valério ou das empresas do grupo dele. A maioria corre na Justiça sem resolução. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.