O peemedebista já comunicou às bases que não vai concorrer. Magalhães não aponta um nome para sua sucessão. Vai apoiar companheiros de partido. “Até porque é muito difícil transferir votos, ainda mais que tenho que assegurar votação para deputado estadual”, afirma. O cansaço também abateu um dos líderes da igreja quadrangular, deputado Mário de Oliveira (PSC). Por problemas de saúde, ele renunciou ao cargo na Câmara no meio do ano passado e não deve voltar.
Leia Mais
PEC em tramitação no Senado amplia poder do eleitor com recall de políticos Fim da reeleição e mandato de seis anos estão na pauta do SenadoReeleição de presidente, governadores e prefeitos só com afastamento 4 meses antesQuem também vai passar o bastão para o filho é o deputado federal Nárcio Rodrigues (PSDB), atualmente licenciado por ocupar a titularidade da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia. Ele quer eleger Caio Nárcio, que já milita na política como presidente da juventude tucana. “A gente tem que saber a hora de passar para a frente, e o meu filho se credenciou. Nunca pedi que entrasse na política, mas também nunca pedi que não”, afirmou.
Ao contrário dos outros, Nárcio Rodrigues disse que não largará a política. Ele vai se afastar para se dedicar a um projeto internacional para trazer uma cidade das águas para Frutal, no Triângulo Mineiro, sua base. “Na condição de mandatário não posso me ausentar do Brasil. Fiquei cinco mandatos, acho que dei minha contribuição e isso me permite voltar para outras ideias”, disse.
O deputado federal Newton Cardoso (PMDB) também não vai concorrer, segundo diz, para se dedicar mais às suas oito empresas de ramos como siderúrgica, sucos, uvas e café. “Vou cuidar dos meus negócios porque no Brasil está muito difícil. Como empresário perdi muito dinheiro”, afirmou. Newton disse estar “transferindo” os votos para o filho Newton Junior, que é administrador de empresas. “Ele tem 32 anos e é muito preparado, fala quatro idiomas”, descreve.
Outros dois deputados podem ter o destino mudado dependendo de decisões da Justiça Eleitoral. É o caso do deputado Aracely de Paula (PR), segundo colocado na eleição para a Prefeitura de Araxá, no Alto Paranaíba. Duas decisões da Justiça Eleitoral já cassaram o mandato do prefeito eleito Jeová Moreira da Costa (PDT) e determinaram que o segundo lugar ficasse com a vaga. O caso ainda está pendente. Já Vítor Penido (DEM) pode assumir a Prefeitura de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, caso se confirme a cassação do prefeito eleito Cássio Magnani Júnior (PMDB). O caso também aguarda uma decisão final.
Outros quatro deputados federais eleitos em 2010 já estão fora do páreo porque renunciaram quando foram eleitos para cargos executivos em 2012. São eles os prefeitos Gilmar Machado (PT), de Uberlândia, Márcio Reinaldo (PP), de Sete Lagoas, Paulo Piau (PMDB), de Uberaba, e Carlaile Pedrosa (PSDB), de Betim.
Para cima
Enquanto uns pensam em deixar a política, outros sonham em concorrer a cargos mais altos. É o caso do deputado federal Ademir Camilo (PROS), que pretende tentar uma vaga no Senado e diz ter o nome aprovado pela Executiva para isso. “É o Legislativo da mesma forma e tenho 22 anos de experiência de mandato”, afirma. Para a vaga na Câmara, ele disse que a mulher, professora Maria Inês, que coordena suas campanhas, vai concorrer. Mas Ademir Camilo garante que seu caso é diferente dos outros. “Dentro do sindicato (ele preside a União Geral dos Trabalhadores) tentamos um líder e todos acharam que não era o momento. E, apesar de ser da família, não tem a mesma conotação de outras candidaturas que passam de pai para filho.” Outra que, dependendo da conjuntura política, pode deixar de concorrer à Câmara é a deputada federal Jô Moraes (PCdoB). Ela teve o nome lançado pelo partido como pré-candidata ao governo de Minas.