Leia Mais
Dilma, Lula, FHC, Collor e Sarney viajam a JohanesburgoLula, FHC e Sarney vão à missa de Mandela com DilmaPPS pede à Comissão da Verdade que investigue LulaDilma compara Lula a Madela; PT defende condenados do mensalãoNo pronunciamento de meia hora, o ex-presidente afirmou que é necessário se ter "consciência" de que há "muito o que fazer". "Nós temos muito o que fazer, mas vamos fazer, se a gente tiver consciência de que isso é uma caminhada e que todos nós estamos juntos", discursou.
Lula elogiou a "coragem" da presidente de enfrentar as manifestações que eclodiram no País a partir de outubro. Ele disse que, quanto mais o povo reivindica, mais querem reivindicar. Após os protestos, Dilma lançou um pacto com várias frentes de atuação, como melhorias para a mobilidade urbana.
O ex-presidente também destacou o fato de Dilma ter lançado o Mais Médicos, um dos carros-chefe da gestão da presidente que, entre outras ações, prevê o envio de médicos de outros países para locais onde os profissionais brasileiros não queiram trabalhar. Para Lula, a elite brasileira achava que pobre não necessita de atendimento médico porque "pode morrer que tem demais". "Nós vamos trazer médico de onde tiver, o que nós queremos é que o povo brasileiro seja tratado com respeito e dignidade", destacou.
Um grupo de 20 índios, durante o discurso de Lula, que estava no local chamou várias vezes o ex-presidente de "traidor". Os manifestantes disseram que Lula enganou os indígenas e quilombolas. O ex-presidente respondeu ao grupo. "Se tem uma coisa que não me assusta é protesto", disse ele, ao se declarar a pessoa que mais protestou no País nas décadas de 80 e 90.