A decisão do PT nacional, endossado pelo ex-presidente Lula, de que o partido deve entregar os cargos ocupados no governo do estado e na Prefeitura do Recife, em função da união do governador Eduardo Campos e a ex-senadora Maria Silva para a disputa presidencial, desencadeou uma nova guerra dentro do PT. Nessa quarta-feira, o secretário executivo de Agricultura do governo Eduardo Campos, o petista Oscar Barreto, presidente do PT municipal, acusou o senador Humberto Costa (PT) de ter 600 cargos no governo de Pernambuco.
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Lula quer palanque forte para Dilma em PernambucoGoverno federal está ainda mais refém da negociações de cargosPetistas permanecem no governo do PSB em BHPSB ainda mantém cargos estratégicos no governo DilmaA previsão é que o PT deixe a gestão de Eduardo Campos nos próximos 15 dias, segundo a orientação do ex-presidente Lula, que reuniu parte dos caciques da legenda em São Paulo, na última terça-feira. O encontro contou com a participação do presidente nacional da legenda, Rui Falcão, do presidente estadual do PT em Pernambuco, Pedro Eugênio, do deputado federal João Paulo e do senador Humberto Costa.
Como a candidatura de Eduardo passou a ser tratada como irreversível, Lula avaliou ser urgente a adoção de uma postura mais independente do PT no estado. Além de Oscar Barreto, o partido tem a Secretaria de Habitação na Prefeitura do Recife. A pasta é ocupada por Eduardo Granja, ligado ao ex-prefeito João da Costa. Ontem, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), disse que não via ligação de imediato do cenário nacional com a questão local. A outra pasta (Transportes) ocupada pelo partido, no estado, era a de Isaltino Nascimento, mas ele se filiou ao PSB.
No encontro em São Paulo ficou definido que caberá a Pedro Eugênio conduzir o processo de saída dos petistas junto à executiva estadual.