Se Dilma mantiver em sua aliança o PMDB, o PP, o PR e o PC do B, e além disso fechar um acordo com o PSD e o PROS, terá mais tempo no chamado palanque eletrônico do que em 2010, mesmo com a eventual perda do PDT para o lado do adversário Eduardo Campos, do PSB, prejudicado pela recente movimentação dos parlamentares, já que a bancada de seu partido encolheu.
Os últimos registros oficiais de troca de legendas apresentavam SDD e PROS com bancadas de 19 e 13 deputados, respectivamente. Esse número pode subir - algumas das filiações ocorridas nos últimos dias podem não ter sido notificadas à Câmara dos Deputados.
Com base nos últimos registros, a provável coligação de Dilma deve ter cerca de 43% da propaganda eleitoral no rádio e na televisão (10 minutos e 40 segundos em cada bloco de 25 minutos). Aécio deve ficar com cerca de 19% (4 minutos e 50 segundos), e Campos, com cerca de 8% (2 minutos).
Essa conta leva em consideração apenas os partidos médios e grandes e a possibilidade de uma disputa com dez candidatos. Somados, os partidos nanicos que não devem lançar candidatos tem cerca de um minuto de exposição para negociar com os principais candidatos.
Pela Lei Eleitoral, dois terços do tempo de televisão dos candidatos são distribuídos com base no tamanho das bancadas na Câmara de todos os partidos que integram as coligações concorrentes. O terço restante é repartido igualmente entre todos os candidatos.
Essa brecha foi o que motivou o deputado federal Paulinho da Força, eleito pelo PDT de São Paulo, a começar a trabalhar pela criação de um novo partido em 2011. Trata-se do Solidariedade, que nasceu com discurso de oposição, apesar de quase todos os seus novos parlamentares terem, até o momento, seguido a orientação do governo em número significativo de votações no Congresso.