Leia Mais
Mulher de Cachoeira ameaçou juiz, afirma procuradoriaMinistério Público Federal em Goiás denuncia mulher de Carlinhos CachoeiraTribunal de Justiça do Pará mantém empresa ligada a Cachoeira em licitaçãoMPF aciona ex-desembargador 'aliciado' por Cachoeira"Byron revelou, de modo sistemático, fatos de que teve ciência em razão do seu cargo de delegado de polícia, tendo, assim, exercido a função de participante, dentro das entranhas do Estado, da organização com a função de obter informações sigilosas de interesse do grupo, em especial, de Carlinhos Cachoeira", analisa o procurador da República Raphael Perissé, autor da ação.
O procurador quer que Byron seja obrigado a ressarcir os custos das duas operações policiais, cujo valor deverá ser apurado na liquidação da sentença. A reportagem não conseguiu localizar o delegado para ouvir a versão dele.
No início das atividades de Byron em Anápolis, o delegado fez apreensões de máquinas de jogos na cidade. Com o tempo, entretanto, divulgou o MPF, ele acabou cooptado pela organização, passando a revelar dados sigilosos, obtidos em razão de sua função. Para agravar, teria patrocinado interesses privados na administração pública, recebendo em troca benefícios financeiros da quadrilha de Cachoeira.
Byron já é réu em outra ação. Ele foi denunciado em março do ano passado pelo MPF junto com 80 pessoas acusadas de participar da organização que explorava a jogatina em Goiás havia cerca de dez anos, explorando direitos dos pontos em Goiânia e no Entorno de Brasília, onde as máquinas caça-níqueis estavam clandestinamente instaladas. Na denúncia o MPF sustentava que negócio se mantinha com apoio de policiais Militares, Civis e Federais.