A presidente Dilma Riusseff sancionou, na tarde desta segunda-feira, a lei que destina os recursos dos royalties do petróleo para a educação e saúde. O texto foi assinado em cerimônia no Palácio do Planalto da mesma forma como foi aprovado em agosto pelo Congresso, destinando 75% dos valores para a educação e 25% para a saúde. Durante sua fala, Dilma ressaltou que os recursos serviram para melhorar e ampliar os serviços e que a lei é resultado da união das diversas forças da sociedade. “É fundamental essa discussão, com a união das forças do nosso país. As forças politicas, as forças sociais, as forças econômicas e que atribuiu os royalties, que será gerado com os campos do pré-sal, para a educação e para a saúde”, afirmou.
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Distribuição dos royalties terá sanção na segunda-feiraDilma agradece por aprovação de royalties à educaçãoDilma diz que educação terá R$ 112 bilhões dos royalties do petróleo em dez anosAprovação dos royalties do petróleo representa "vitória histórica", diz DilmaEm coluna semanal, Dilma destaca inflação em quedaPPS entra com representação no TSE contra Dilma Dilma defende metade das emendas para a saúdeSegundo a presidente, a aplicação desses recursos será prioritário para garantir ao país a independência e permitir que o Brasil não cometa o mesmo erro que outras governos pelo mundo que não conseguiram reverter a riqueza do petróleo em avanços para a população. “A lei que nós sancionamos hoje tem outro condão. Nessa semana da independência, a independência do nosso pais, eu tenho certeza que com educação de qualidade, todos os brasileiros serão mais independentes, livres e felizes”, declarou.
Antes de ser aprovado pelo Congresso, a destinação de 100% dos recursos dos royalties para a educação não tinha recebido o apoio das Casas. A proposta só voltou a discussão após as manifestações que tomaram as ruas do país no mês de julho. A presidente ressaltou o trabalho das duas Casas, o que chamou de “sensibilidade estratégica”, por ter alterado a ideia inicial e também ter destinado 25% dos recursos para a saúde. Dilma ainda destacou o trabalho feito pelo relator da proposta na Câmara, o deputado e líder do PDT, André Figueiredo (CE).
O ministro da Saúde, Antônio Padilha, afirmou que desde o fim da ICMS - que destinava recursos para a pasta -, nenhuma outra proposta repôs os valores destinados para a área. “Foi o passo mais corajoso já dado por uma presidente para levar saúde aos milhões de brasileiros que não tem atendimento médico”, destacou. Padilha voltou a defender o programa Mais Médicos. Segundo ele, “nenhum interesse pode estar aclima da saúde de 200 milhões de brasileiros”.
Mais crítico com o Legislativo, o ministro da Educação, Aloísio Mercadante, disse que essa bandeira de destinar os recursos do pré-sal para a educação nasceu do empenho da presidente. Segundo ele, essa demanda não veio das manifestações das ruas, mas os protestos ajudaram a mudar o sentimento do Congresso. “ A Câmara votou pela urgência e o Senado pela prudência”, cutucou. Mercadante afirmou que a sanção da lei e um momento histórico e defendeu que os recursos possam garantir também bons salários para os professores. “Só seremos desenvolvidos se tivermos educação”, destacou.