Brasília – Na tentativa de manter o texto como aprovado na Câmara dos Deputados, o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 43/2013, senador Sérgio Souza (PMDB-PR), passará nesta segunda e terça-feira em reunião com os líderes do Senado. A intenção é evitar fatiar a proposta de fim do voto secreto para todas as situações, o que permitiria aprovar somente para casos de cassação de parlamentares e abriria a possibilidade de engavetar o restante. Sérgio Souza espera encontrar consenso para apreciar a proposta na íntegra, mas reconhece que terá dificuldades e que talvez o mais “responsável” seja garantir logo o tópico sobre o qual já há entendimento.
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Senadores discutem PECs do Voto Aberto e de Perda Automática de MandatoTemer diz apostar em negociação sobre voto abertoTemer tenta acordo sobre voto aberto com Alves e RenanFim do voto secreto avança no SenadoCCJ do Senado retoma discussão da PEC do voto abertoComissão do Senado volta a discutir PEC do Voto AbertoSenado adia análise da PEC do voto abertoSenado pode votar esta semana PEC do Voto AbertoVoto aberto é aprovado em sessão tumultuada da Câmara Municipal do RecifeO relator reconhece que não será tarefa fácil. “Se não tiver ambiente para passar, nós temos que ter a responsabilidade de, pelo menos naquilo sobre o qual há consenso, tramitar. Isso é muito importante”, justificou. A dificuldade vem do fato de se tratar de uma PEC, que exige pelo menos três quintos de votos favoráveis. “Obter 49 votos pelo sim não é fácil. Vamos tentar articular esta semana nesse sentido. Se nós sentirmos que não dá temos que ter a responsabilidade de passar aquilo que tem consenso”, avaliou.
Na semana passada, a aprovação do texto foi motivo de uma troca de farpas entre Renan Calheiros e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves. Para contornar a situação imposta pela não cassação do deputado Natan Donadon, que cumpre pena na Papuda, Henrique Alves colocou em votação no plenário a PEC do voto aberto que já havia sido apreciada em primeiro turno pela Casa. A manobra foi necessária porque parlamentares boicotaram a comissão criada par avaliar outro projeto, do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que seria promulgado de imediato caso aprovado pelos deputados. Renan afirmou ser mais “razoável” analisar o projeto de Dias, que não precisaria tramitar no Senado. “Nós aprovamos já há mais um ano quase uma proposta de emenda à Constituição que abre o voto para julgamento de senador e de deputado. O mais razoável seria apreciar primeiro essa proposta de emenda à Constituição porque em oito dias ela seria promulgada”, afirmou. O vice-presidente Michel Temer precisou intervir, e na sexta-feira Henrique Alves já estava parabenizando Renan pela proposta de fatiar a PEC.
O projeto
O que determina a PEC 43/2013:
» Fica vedado o voto secreto nas deliberações da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
» A regra vale também para as Assembleias Legislativas dos estados, à Câmara Legislativa do Distrito Federal e as câmaras municipais.
» O fim do sigilo vale para a cassação de parlamentares, para análise de vetos presidenciais e para a apreciação de indicação de autoridades. Também se estende às votações para escolha dos presidente das duas Casas e integrantes das mesas diretoras.