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Dilma condiciona visita a Obama à prestação de informações pelos EUA sobre espionagemDilma liga espionagem dos EUA a interesses econômicosDilma vê espionagem a democracias como terrorismoGraça Foster diz que espionagem causou desconforto à PetrobrasDiretora da ANP garante que banco de dados é inviolávelBanco de dados da ANP não está na web,diz diretora-geralChanceler brasileiro vai a Nova York e pode conversar sobre espionagemPetrobras diz que não comentará suposta espionagem pelos Estados UnidosProcurada pelo Estado de Minas, a Petrobras informou, pela assessoria de imprensa, que não comenta o assunto. O Planalto e o Itamaraty também não se pronunciaram. O Fantástico afirmou que, em nota, a NSA negou usar sua “capacidade de espionagem internacional para roubar segredos comerciais de companhias estrangeiras para dar vantagens competitivas a empresas americanas”.
Coincidentemente, na recente visita que fez ao Brasil, em maio, o vice-presidente americano, Joe Biden, cumpriu uma agenda focada em energia. Sua primeira parada foi o Rio de Janeiro, onde visitou os laboratórios do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), unidade da Petrobras na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No local, ele se encontrou com a presidente da empresa, Graça Foster. Já em Brasília, um dos convidados no almoço oferecido pelo Palácio Itamaraty foi o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. Mesmo Obama, em sua visita ao Brasil em 2011, destacou a importância das novas e grandes descobertas de petróleo no país.
Em 19 de julho, o próprio Biden ligou para a presidente Dilma para dar explicações após as primeiras denúncias de espionagem contra o país e lamentou a repercussão negativa do caso. O Brasil, segundo as reportagens de Greenwald, teria sido um dos alvos prioritários do serviço secreto americano. Na quinta-feira, durante a cúpula do G-20 em São Petersburgo (Rússia), Dilma e Obama tiveram um encontro privado para tratar do assunto. A presidente declarou, antes de deixar a Rússia, que depende agora do americano – que prometeu investigar as alegações apresentadas pela imprensa – criar as “condições políticas” para sua visita de Estado, a única oferecida pela Casa Branca este ano.