Brasília - A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, lamentou nesta quinta-feira os boatos de que médicos estejam usando as redes sociais para inviabilizar e atrasar a implementação da chamada de profissionais para o Programa Mais Médicos. Esses grupos estariam incentivando a inscrição de médicos para em seguida promover uma desistência em massa desses profissionais, o que prejudicaria a finalidade do programa.
Segundo o Ministério da Saúde, desde a semana passada a Polícia Federal acompanha o processo de inscrição. O ministério também está ligando para os médicos que já se pré-inscreveram, mas que já têm outros vínculos, a fim de perguntar se realmente eles querem participar do programa.
Ideli explicou que a Medida Provisória 621/2013, conhecida como MP dos Médicos, em tramitação no Congresso Nacional, vai ser tema de um dos principais debates a partir de agosto, quando Câmara e Senado retomam as sessões deliberativas.
Até agora, os parlamentares já apresentaram mais de 500 emendas à Medida Provisória com alterações que podem modificar completamente a proposta inicial do governo. Grande parte das sugestões diz respeito a pontos polêmicos como a concessão do diploma apenas para os estudantes de medicina que trabalharem por dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS), regra que passa a valer para quem ingressa no curso a partir de 2015. Também é alvo de questionamentos a possibilidade de que médicos formados no exterior possam trabalhar no Brasil sem precisar passar pelo exame de revalidação do diploma.
