O ex-jogador Ronaldo viu ressurgir ontem seu apelido conquistado dentro de campo: Fenômeno. Um vídeo de 1º de dezembro de 2011 em que ele afirma que “Copa do Mundo não se faz com hospital, mas com estádios” voltou à tona e se tornou um fenômeno nas redes sociais na terça-feira e ontem, em meio aos protestos populares que varreram o país e têm como uma das bandeiras a crítica aos gastos exorbitantes com a competição. Integrante do Comitê Organizador Local (COL) do Mundial de 2014, Ronaldo reagiu e usou seu perfil no Twitter para tentar justificar a declaração, que, no atual contexto, se espalhou rapidamente, revoltou os internautas e mostra que os gastos bilionários com a competição são um tema que vem sendo discutido há pelo menos um ano e meio.
Além disso, Ronaldo salientou que, mesmo sem sediar uma Copa do Mundo desde 1950, não houve melhor uso do dinheiro público nesse período. “São 63 anos sem a Copa e não se viram bilhões destinados às questões sociais. Duvido que nosso país estaria uma vírgula melhor se não tivesse escolhido fazer o Mundial de 14. Não sou responsável pela administração do dinheiro público e repudio a corrupção.” O ex-jogador aproveitou para se defender: “Tenho sentido orgulho de ver os protestos pacíficos e democráticos pelo país e espero que se espalhem cobrando, todos os anos, a melhor gestão do gasto público”.
A organização do Mundial ’2014 já custa ao Brasil cerca de R$ 28 bilhões, segundo anunciou Luís Fernandes, secretário-executivo do Ministério do Esporte e coordenador do Grupo Executivo da Copa do Mundo (Gecopa), durante entrevista coletiva na terça-feira, no Rio de Janeiro. O valor corrigido corresponde a um aumento de R$ 1,5 bilhão em relação ao último número, anunciado em fevereiro, de R$ 26,6 bilhões, em fevereiro. (Com agências)