Ao longo dos últimos 10 anos, foram efetivados investimentos no estado, entre públicos e privados, de R$ 163 bilhões, segundo balanço apresentado ao empresariado mineiro pelo governador Antonio Anastasia (PSDB) nessa sexta-feira, na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Numa exposição otimista sobre o desempenho do estado em diversos segmentos, Anastasia procurou defender a máxima da “gestão pública eficiente”, que, de acordo com ele, gerou resultados para a qualidade de vida da população, após o equilíbrio fiscal alcançado em 2004. O déficit nas contas públicas do estado em 2002 era de R$ 940,5 milhões. “A partir do equilíbrio das contas, pressuposto do choque de gestão, implantado em 2003, Minas se tornou modelo de administração pública recomendado pelo Banco Mundial e reconquistou a credibilidade das instituições financeiras no Brasil e no exterior”, afirmou.
Ao mostrar o saneamento das contas do estado, Anastasia procurou demonstrar ao empresariado que iniciou, a partir de 2007, um programa para resultados – que ficou conhecido como a segunda geração do choque de gestão – focado em diversas políticas públicas. O governador prosseguiu considerando que já em 2011 o governo de Minas passou a investir num modelo de gestão em que foram priorizadas ações em um novo modelo de governança com a participação do cidadão. “Com a política do estado formado em redes, Minas alcançou, no ano passado, dois rankings internacionais de boa governança, um da agência Moodys e outro da agência Standard & Poor’s”, disse.
Social
Além de dados econômicos sobre o desempenho da economia mineira, Anastasia disse que a desigualdade social em Minas foi reduzida, entre 2003 e 2012, mais do que a média nacional. Segundo ele, o índice de Gini – que mede a desigualdade – caiu de 0,559 em 2002 para 0,496 em 2012. “Uma redução de 11,3%, enquanto no Brasil foi de 10,2%, e na Região Sudeste, de 11,1%”, afirmou. O governador afirmou ainda que a população de pobres caiu de 30,1% em 2002 para 10,7% em 2011, uma redução de 66%. Já a população de indigentes, ele prosseguiu, baixou de 10,6% para 2,9%, uma redução de 73%. “Nesse período, mais de 3 milhões deixaram a pobreza e mais de um milhão de pessoas deixaram a indigência”, afirmou. Anastasia mostrou ainda dados da educação e da saúde. Segundo ele, o desempenho do estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) em 2011 obteve nota média 6, contra nota média 5,1 no Brasil. “Minas obteve o primeiro lugar em português e matemática no 5º e 9º anos no ranking nacional do ensino fundamental”, disse ele, acrescentando que o 3º ano do ensino médio obteve o primeiro lugar em matemática e o quarto em português. (BM)