Por isso, Alckmin passou a defender a eleição do deputado federal Duarte Nogueira para a presidência do partido em São Paulo, nome que conta com o apoio de Serra.
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FHC elogia Serra, mas sugere que ele dê um tempo à disputa pela PresidênciaSerra defende união do PSDBSerra sinaliza disposição de continuar no PSDBO governador citou o episódio da semana passada, quando o vereador Andrea Matarazzo, ligado a Serra, foi derrotado na eleição para presidente municipal do PSDB pelo grupo que defende a candidatura de Tobias. Embora Alckmin tenha pedido votos para Matarazzo, a conta pela derrota ficou para ele, já que secretários da sua gestão, que são pré-candidatos a prefeito em 2016, apostaram suas fichas no candidato adversário, Milton Flávio - Matarazzo também é pré-candidato a prefeito, o que deflagrou a queda de braço pelo controle da legenda na capital. Os serristas acharam que o governador deveria ter retaliado os secretários que não seguiram sua orientação.
No telefonema, o governador também voltou a reclamar com Tobias sobre encontro organizado em São Paulo com Aécio há um mês. O presidente do PSDB paulista convidou o senador para falar no congresso do PSDB estadual, o que contrariou o grupo de Serra - o ex-governador nem foi ao encontro. Na ocasião, Aécio foi recebido pelos paulistas como presidenciável. Alckmin havia pedido a Tobias para adiar o encontro.
Eleição
O grupo de Tobias promoveu uma alteração nas regras da eleição para presidente do PSDB-SP, ampliando o colégio eleitoral de 105 para mais de 4 mil pessoas. Aumentou o peso da militância na definição do novo presidente, diluindo o poder de influência dos caciques da legenda, entre eles, Alckmin.
Nessa terça-feira, Tobias procurou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para tratar da disputa local. Sem apoio da cúpula, a tendência é que ele anuncie a desistência em reunião da executiva nesta quarta-feira, ou nesta quinta-feira. O partido quer uma saída honrosa para ele.