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Relator da MP Portos diz que falta acordo com o governoBraga adia apresentação de relatório sobre MP dos PortosRelator da MP dos Portos não tem data para relatórioComissão mista aprova relatório da MP dos PortosVotação do relatório da MP dos Portos será na próxima semana"Estávamos lá para pedir esclarecimentos em função de uma preocupação que existia no momento em que o PT, que sempre defendeu movimentos sindicais, de repente ter algum tipo de monitoramento mais aprofundado", afirmou Macris. "Diz ele (Elito) que é de rotina, todo monitoramento é feito em vários cenários. Estou convencido? Ainda não", prosseguiu. Macris deixou nas mãos do general um requerimento com treze perguntas relativas à reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo. "Quais equipamentos para a vigilância foram utilizados?" e "Quais pessoas foram monitoradas?" são alguns dos questionamentos do deputado.
Na audiência, o ministro-chefe do GSI confirmou que vai comparecer à Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso na próxima quarta-feira (17) para prestar esclarecimentos sobre o monitoramento da Abin em relação aos portuários. Segundo o deputado Edinho Bez, o general assegurou que não houve deslocamento de equipe para o Porto de Suape.
Briga política
Para Vanderlei Siraque, a Abin "não monitora pessoas, monitora cenários". E emendou: "é obrigação da Abin monitorar qualquer tipo de movimentação, de reivindicação e prestar informação para a Presidência da República, para os deputados, até para que haja negociação de eventuais conflitos sociais".
O vazamento de informações sigilosas da Abin preocupa não só o general do GSI, mas o Palácio do Planalto. O governo está convencido que este episódio é fruto da briga política instalada na Agência, que já protagonizou vários embates entre a Associação dos Oficiais de Inteligência (AOFI) e o general Elito.