A solenidade de posse do novo ministro dos Transportes, César Borges, oficializou ontem o regresso do PR às fileiras da base aliada do governo Dilma Rousseff depois de um exílio de um ano e nove meses. Desde julho de 2011, quando o então ministro, Alfredo Nascimento, foi defenestrado em meio a uma onda de denúncias de suposto superfaturamento em obras, a bancada federal do partido se inclinou para a independência em votações no Congresso. Mas os problemas de gestão da pasta – que abriga a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) – não foram resolvidos durante a gestão de Paulo Sérgio Passos. No ano passado, o ministério continuou sendo alvo de auditorias nos órgãos de controle e não conseguiu investir nem metade do orçamento previsto para empreendimentos: em 2011, teve o pior desempenho em comparação aos últimos sete anos, com apenas 45% de execução dos recursos disponíveis.
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Dilma cobrou do recém-empossado Borges agilidade nos investimentos no setor. “Nossos governos – o meu e o do presidente Lula – têm trabalhado intensamente, pela melhoria da infraestrutura de transporte de nosso país. Sabemos que ainda há gargalos a serem superados, e que temos de avançar muito mais, mas muito já foi feito nestes anos”, disse. “Temos de ter uma visão dinâmica: sempre é possível atingir uma situação melhor”.
Considerado um quadro técnico do PR, e não político, por não ter atuação partidária, o ex-ministro Paulo Sérgio Passos foi indicado por Dilma para a Diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), apesar do desempenho à frente dos Transportes. No ano passado, R$ 12,7 bilhões deixaram de ser aplicados na compra de equipamentos e na execução de obras, principalmente as listadas no PAC. Esse é o maior montante já “desperdiçado” pelo órgão.