Segundo a Presidência, esse valor vai se somar aos R$ 262 milhões que o presidente Renan Calheiros anunciou que economizaria com reforma administrativa na Casa. Dessa forma, o Senado passará a economizar, nos próximos dois anos, R$ 288 milhões.
Embora tenha apresentado novas medidas, a Mesa Diretora não propôs mudanças adicionais nos gastos médicos, mesmo após o jornal O Estado de S. Paulo revelar uma explosão de gastos com assistência médica de senadores, funcionários, ex-parlamentares, familiares e dependentes. O Senado gastou R$ 115,2 milhões em 2012 com essas despesas, um aumento de 38% em relação ao ano anterior. Em 10 anos, o gasto consumiu mais de meio bilhão de reais.
Espécie de prefeito do Senado, Flexa Ribeiro (PSDB-PA) disse que, por ora, em relação à assistência médica, a Casa vai apenas manter o ato que acabou com o serviço ambulatorial. A medida, que já havia sido anunciada no final de fevereiro por Renan, prevê uma economia de apenas R$ 6 milhões em dois anos. O orçamento de 2013 prevê um gasto de R$ 105,2 milhões. Para ele, é redundante a Casa pagar por um plano de saúde e ao mesmo tempo ter um serviço médico ambulatorial e de emergência - o último será mantido.