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Senado homenageia oito parlamentares cassados na ditadura ao devolver mandatos Câmara devolve simbolicamente mandato de deputados cassados pela ditaduraHomenagem aos cassados pela ditaduraEm 59 municípios não haverá posse de prefeitos eleitos em 2012Processos por corrupção eleitoral também deverão derrubar alguns prefeitos nos próximos meses e até anos. A maior parte dos casos julgados pelo TSE trata apenas da legalidade dos registros de candidatura. Crimes como compra de votos, abuso do poder econômico e político e propaganda irregular ainda estão sendo julgados nos TREs. Entre 2009 e 2011, foram promovidas 180 eleições municipais suplementares por anulação de votos no pleito de 2008.
NA BERLINDA
O prefeito eleito de Álvares Machado, em São Paulo está na berlinda por um descuido. Horácio Fernandez (PV) teve seu registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) porque deixou de pagar a multa de R$ 3,50 por não ter votado no pleito de 2006. Estar quite com a Justiça Eleitoral é um dos requisitos para se candidatar. Fernandez chegou a ser diplomado, mas agora terá de recorrer ao TSE para se segurar no cargo.
Outro caso é o da prefeita eleita de Batalha, no Piauí. Teresinha Lages (PSB) foi cassada pelo TRE do estado por não ter se desincompatibilizado do cargo de assessora parlamentar da Assembleia Legislativa. A denúncia partiu do atual prefeito, Amaro Melo (PTB), que tentava a reeleição, mas acabou em segundo lugar. O TRE-PI quer nova eleição no município, mas os advogados de Teresinha já avisaram que vão recorrer ao TSE. Enquanto a situação não se resolve, o presidente da Câmara Municipal assume o comando de Batalha.
Em Itápolis, também em São Paulo, o prefeito eleito, Júlio César Nigro Mazzo (PRP), conhecido como Mazzinho, teve sua posse barrada pelo TRE-SP. Ele e seu vice foram enquadrados por conduta vedada a agente público em campanha eleitoral. O relator do processo, juiz Paulo Hamilton, entendeu que eles usaram um jornal oficial da prefeitura para enaltecer o candidato.
Já o prefeito eleito de Palmeiras do Tocantins teve o registro da candidatura cassado pelo TRE estadual por compra de votos. Segundo o juiz eleitoral Helder Carvalho Lisboa, Evandro Pereira de Souza (PT) doou material de construção a eleitores. A sentença determina o pagamento de multa de R$ 26,6 mil, inelegibilidade por oito anos e convocação de novas eleições.
Minas tem recorde de ações
Estado com o maior número de municípios, Minas Gerais tem 32 prefeitos eleitos com mandato ameaçado por questionamentos judiciais. A maioria (20) teve o registro cassado em primeira instância e pendura-se em liminares para garantir assento na cadeira de chefe do Executivo a partir de hoje. O grosso das irregularidades refere-se a abusos do poder econômico, ao uso da máquina pública e à compra de votos nas eleições. Não foram poucos os casos em que os políticos recorreram à distribuição de cheques, dinheiro, combustível, material de construção e até churrasco.
O prefeito eleito de Rochedo de Minas, na Zona da Mata, Sérgio Colleta da Silva (PSDB), acusado de comprar votos, é um dos exemplos. Para o juiz Flávio Bernardes, relator do processo, ficou comprovado que ele e o vice ofereceram a eleitores imóveis em loteamento popular e distribuíram cestas básicas. O TRE-MG quer novas eleições no município.
Em Arcos, no Centro-Oeste do estado, Claudenir José de Melo (PR) e o vice, Wellington Roque (PPS), foram cassados na segunda instância por abuso de poder político e econômico e gastos ilícitos na contratação de pesquisa eleitoral. O juiz Carlos Alberto Simões constatou que os dois distribuíram 2 mil mochilas que estampavam a logomarca do governo municipal.
Verdelândia, no Norte de Minas, ainda não tem certeza sobre quem será o próximo prefeito. A Justiça Eleitoral mineira cassou Sebastião Eustáquio de Paula (PP) por abuso de poder político e econômico e por compra de voto. Ele ofereceu churrasco e bebidas aos eleitores e distribuiu cestas básicas. Sebastião conseguiu uma liminar para tomar posse, mas sua permanência no cargo segue ameaçada.
Votação suplementar
Municípios onde haverá nova eleição no primeiro trimestre de 2013
3 de fevereiro
» Guarapari (ES)
3 de março
» Criciúma (SC)
» Balneário Rincão (SC)
» Campo Êre (SC)
» Tanguará (SC)
» Erechim (RS)
» Eugênio de Castro (RS)
» Novo Hamburgo (RS)
» Bonito (MS)
» Camamu (BA)
» Biquinhas (MG)
» São João do Paraíso (MG)