Mais uma vez foi adiada a leitura do relatório final sobre a CPI do Cachoeira, que investigou acusações de envolvimento ilícito com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e empresários. A nova data foi marcada para a próxima terça-feira.
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O deputado Odair Cunha já fez a leitura de um resumo do relatório, com aproximadamente 80 páginas. A íntegra do parecer final tem mais de 5 mil páginas e precisa ser aprovados para serem encaminhadas à Procuradoria-Geral da república, que decidirá ou não oferecer denúncia à Justiça para julgamento dos acusados.
No relatório, o deputado petista sugere o indiciamento de 29 pessoas, entre as quais o bicheiro Carlinhos Cachoeira, além de pedir a abertura de inquérito por crime de responsabilidade contra 12 pessoas. Nesse grupo, está o governador de Goiás, Marconi Perillo, o ex-senador Demóstenes Torres, o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT) e do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB) .
Cunha também pretende pedir o indiciamento de todos os depoentes que se recusaram a falar nas audiências da CPI.
Para o relator, o esquema ilegal comandado por Cachoeira tem semelhanças com a máfia. Além do jogo do bicho, a organização criminosa teria negócios legalmente constituídos para criar condições de lavar dinheiro de origem ilegal e agiria para cooptar agentes políticos. A CPI do Cachoeira foi criada como um antídoto ao julgamento do mensalão e com a determinação de atingir os tucanos. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, chegou a gravar vídeo vinculando a CPI com a estratégia do PT de neutralizar o escândalo do primeiro mandato de Lula.
Prazo para terminar
A CPI tem até o dia 22 de dezembro para encerrar suas atividades. O relator informou que, até a próxima reunião, marcada para o dia 18, deverá analisar as propostas recebidas para decidir se serão incluídas em seu texto. O próprio Odar Cunha não garantiu que a votação do relatório ocorrerá na próxima terça-feira.
Sobre os votos em separado falaram os deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Ônix Lorenzoni (DEM-RS) e o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
Com agências
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