A primeira informação sobre o paradeiro do contador foi passada em março, logo após a prisão do bicheiro e seus aliados. Na ocasião, os procuradores do MP receberam uma denúncia de que o contador estava na Bahia. Não se descobriu, no entanto, em qual município. Há menos de um mês, Geovani teria sido visto no Rio de Janeiro. A ausência de detalhes, mais uma vez, impediu o início de uma busca no estado.
"As investigações mostram que, mesmo antes da prisão dos integrantes da quadrilha, Geovani costumava não manter residência no mesmo lugar por muito tempo. Esse é um dos aspectos que dificultam a captura dele. Além disso, ele guardava muitas informações na cabeça e conseguiu fugir com o computador onde devem estar armazenados dados importantes a respeito de suas atividades", afirmou um integrante do MP que participou da investigação.
Apesar das informações de posse do MP, os procuradores e a PF não descartam que Geovani esteja no exterior, embora o único rastro do contador seja seu passaporte, entregue à Justiça pelo advogado dele, Calisto Abdalla Neto. Ele garante que seu cliente não saiu do país, sempre esteve em Goiás. Reafirma que Geovani só se entregará caso o pedido de prisão dele seja revogado. O MP já recusou a proposta.
Mesmo com a CPI do Cachoeira parada, o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), adiantou que pedirá à PF um esforço concentrado para chegar ao contador. "Esta semana, solicitaremos à PF colocar toda a logística e o serviço de inteligência em ação para o capturarmos. Pedimos aos bancos dados das transações dele. Não há dúvida de que Geovani é peça-chave neste momento. Tudo passa pelo contador", justificou Odair Cunha.