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Estado de Minas

Petistas querem comparar estilos dos candidatos

Estratégia do PT é mostrar Patrus mais próximo da população do que Lacerda


postado em 18/07/2012 06:00 / atualizado em 18/07/2012 08:45

Patrus começou a pedir votos no fim de semana. Agora, definido o marqueteiro, monta a estratégia da campanha(foto: Jair Amaral/EM/D.A PRESS)
Patrus começou a pedir votos no fim de semana. Agora, definido o marqueteiro, monta a estratégia da campanha (foto: Jair Amaral/EM/D.A PRESS)


Explorar as diferenças de características políticas e pessoais com o outro lado e descolar os feitos de antigas gestões do PT do primeiro governo de Marcio Lacerda (PSB), que teve a parceria dos atuais adversários até o mês passado. Essa será a linha que vai nortear a campanha do petista Patrus Ananias, ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, pela prefeitura da capital. O candidato teve no domingo em seu apartamento uma primeira reunião de trabalho com o publicitário João Santana, marqueteiro da campanha da presidente Dilma Rousseff, que assume a campanha de Patrus. Além de ter participado da fase de pré-campanha, o PT conta com pesquisas qualitativas feitas na semana passada que vão nortear as primeiras investidas contra Lacerda.

A análise aponta como ponto negativo do prefeito sua forma de relacionamento com a população. O político é visto como pouco hábil por manter um certo distanciamento dos eleitores, mesmo em atos presenciais. O jeito mais frio será contraposto à proximidade de Patrus com os populares. Será explorada a sensibilidade do petista com o povo e sua proximidade com os movimentos sociais.

Outro ponto a ser abordado é que a gestão da Prefeitura de BH com grande aprovação popular surgiu com o PT. “O modelo que deu certo na cidade vem de Patrus, Célio de Castro (ex-prefeito morto em 2008) e Fernando Pimentel (ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). A gestão do Marcio Lacerda não tem nada de novo, só consequências do que foi feito na gestão petista”, afirmou uma fonte ligada ao candidato.

Lacerda também será explorado pelos adversários como um projeto político terceirizado, por ter iniciado as disputas por cargos eletivos em 2008 com o apoio de Pimentel e do senador Aécio Neves (PSDB). Na articulação da composição das chapas que acabou com o rompimento, o partido quer reforçar a ideia de que teria vindo de Aécio a pressão para que o PSB desistisse de se coligar com o PT na aliança proporcional.

Plano Patrus passou o dia ontem em reuniões com as equipes de coordenação de campanha e formulação de plano de governo. Definiu as estruturas de elaboração de plano de governo e o conselho superior da campanha, que terão cada um 13 integrantes divididos entre os partidos. Apesar de terem os respectivos coordenadores, a ordem é que atuem de forma colegiada. Uma das recomendações de Patrus, que será o coordenador geral de sua campanha, é de evitar agressões, pautando os embates em proposta. Em reunião com o vice-prefeito Roberto Carvalho, o candidato tratou ontem da definição de algumas agendas e diretrizes. Esta semana serão feitas plenárias de todos os partidos nas regionais da cidade. A ideia é multiplicar e mobilizar a militância para ampliar a presença nas ruas. Serão feitos comitês em todas as regiões com representantes do PT, PCdoB, PRTB e PSD. “O grande diferencial nosso é a militância consciente e de coração. Estamos apostando nos militantes de rua”, afirmou Carvalho. Segundo ele, apesar de a Justiça Eleitoral ter decidido pela aliança do PSD com Lacerda, “os deputados com base em BH estão com Patrus”. Fazem parte da ala que se uniu ao petista os deputados federais Ademir Camilo, Walter Tosta e Diego Andrade.

Outro manifesto

Em contraposição ao PSB, que lançou um manifesto de parlamentares aliados criticando a postura “arrogante”de Patrus, o petista terá hoje um documento assinado por representantes dos movimentos sociais em favor dele. “Será um manifesto em defesa da história. Os adversários estão confundindo arrogância com algo que é legado do PT. Foi Patrus que iniciou políticas inovadoras na cidade na área de participação popular”, afirmou o vice-prefeito Roberto Carvalho (PT).

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