Quase seis meses depois de retirar de pauta o projeto de lei que trata das taxas e emolumentos cobrados pelos cartórios de Minas Gerais, os deputados estaduais aprovaram ontem, em primeiro turno, o texto originalmente proposto, sem alarde, mas também sem o polêmico trecho que aumentava os valores em cerca de 40%. Na forma aprovada, a proposta melhora a chamada compensação da gratuidade ao Registro Civil das Pessoas Naturais. O substitutivo que trazia novas tabelas de cobrança foi rejeitado depois da repercussão negativa que chegou a paralisar os trabalhos da Casa no fim do ano passado.
Até agora sem problemas – o texto volta para as comissões onde podem ser incluidas novas mudanças –, o projeto foi aprovado em votação simbólica. Apenas 11 deputados estavam em plenário, quando são necessários pelo menos 26 para abrir uma reunião. Os deputados Délio Malheiros (PV) e Sargento Rodrigues (PDT) manifestaram voto contrário ao texto aprovado em primeiro turno, mas nenhum dos dois pediu verificação da votação, o que poderia anular o ato.
Segundo Gilberto Abramo, não há polêmica sobre a votação. “O que foi aprovado foi o texto original, que aumenta o repasse do fundo para os cartórios pobres. Se tiver de ter novas emendas a comissão que vai definir”, disse. Délio considerou a versão aprovada “justa”, mas disse que o momento não seria adequado para os parlamentares decidirem sobre o assunto. “Temos até dezembro para isso”, argumentou.
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