A promotora de Justiça de Matozinhos Tatiana Pereira acredita que a aprovação em primeiro turno, mesmo após a recomendação contrária do MP ao prefeito Murilo Pereira de Rezende (PPS) e aos vereadores, representa má-fé. De acordo com Tatiana, o comunicado argumenta que o projeto constituiria ato de improbidade administrativa, pois atenta contra o patrimônio público. E conclui: “De jeito nenhum vão conseguir isso (doar a rua) agora”.
A Prefeitura de Matozinhos respondeu que o projeto não trata da “doação da Rua Floriano Peixoto Neto, no Bairro Bom Jesus, mas da desafetação (quando se retira do bem a destinação anteriormente conferida a ele) da referida via”, explicando que ela “deixará de ser de uso específico para ter outra destinação determinada pelo poder público” e justificando que a rua tem um “trânsito mínimo” de veículos e pedestres. Valdevino alerta que se a via for de fato fechada “o ônibus terá que voltar 300 metros de ré”, pois, segundo ele, o veículo não terá como retornar.
O vereador Tuim destacou que não vê retorno para a comunidade com a doação da rua e levantou questões sobre os motivos do encaminhamento do projeto. Ele teme também que a prefeitura se curve ao empresariado local: “Se você fecha uma rua para um empresário, os outros também vão querer”.
Voto secreto
Duas audiências públicas sobre a extinção do voto secreto na Câmara Municipal de BH devem ser realizadas até 4 de junho, nova data para que a Comissão Especial criada para analisar a proposta de emenda à Lei Orgânica (Pelo) que estabelece o voto aberto no Legislativo apresente seu parecer. A resolução é resultado de reunião realizada ontem em resposta ao requerimento apresentado pelo vereador Gunda (PSL), que pediu a realização das audiências e para que a apresentação do parecer fosse adiada em 30 dias. Uma delas está prevista para o dia 22 e outra para o dia 29.