"Nós não podemos antecipar qualquer julgamento em relação a versões", afirmou o líder tucano, que mais uma vez criticou o que considera "vazamento seletivo orientado politicamente" das informações das investigações da PF.
Para Dias, as denúncias que envolvem o governo de Perillo não vão afetar a estratégia da campanha municipal tucana, especialmente a candidatura de José Serra em São Paulo. "A decisão do povo de São Paulo não terá nenhuma influência de Goiás. Não se pode transferir a responsabilidade a todos".
Ao longo do dia, o líder tucano conversou sobre a situação de Perillo com três senadores da bancada: Aloysio Nunes Ferreira (SP), Aécio Neves (MG) e Cyro Miranda (GO), que herdou no Senado o mandato de Perillo. A avaliação dos colegas é de que, após as gravações envolvendo o ex-líder do DEM Demóstenes Torres (sem partido-GO), o tucano foi escolhido como "alvo". Mas, por ora, o partido continuará dando-lhe total apoio. "Não podemos jogar aos leões alguém que não merece ser trucidado", afirmou um senador da bancada.