Uma das alternativas estudadas pelo TSE prevê que, se no município principal de determinada região houver mais de uma emissora, as demais terão que transmitir a propaganda própria dos candidatos a prefeito e vereador das cidades vizinhas. No caso de Belo Horizonte, as tevês locais poderiam ter que veicular a propaganda de municípios da região metropolitana. Ainda não foi definido, no entanto, o critério de quais emissoras deverão passar a propaganda para a cidade principal e quais para as secundárias. Algumas redes, segundo integrantes do TSE, defendem que aquela que tiver maior audiência transmita para a região principal. Outras defendem que a escolha seja por sorteio.
Um dos pontos previstos na resolução é que a apuração e a definição dos municípios contemplados com a transmissão da propaganda ficará a cargo dos TREs. O problema é que a maior parte dos tribunais não tem o controle sobre a quantidade de cidades capazes de produzir propaganda própria, e tampouco tem informações precisas sobre o alcance das emissoras. “A gente espera que esse trabalho de mapeamento pelos TREs, com o nosso auxílio e com a colaboração do Ministério das Comunicações, possa ser feito em março e abril”, afirmou Versiani. “O que sabemos é que hoje menos de 10% dos municípios têm propaganda própria.”
O ministro sintetizou qual será a proposta do TSE. “O objetivo da minuta é fazer com que os municípios realmente grandes que sejam vizinhos das capitais tenham propaganda própria na TV. São municípios importantes, próximos à capital, que ficam privados da propaganda”, detalhou Versiani. “A ideia original é que haja um acordo. Se não houver essa possibilidade, aí sim haveria o sorteio”, completou.
Minas
Sem a resolução do TSE, apenas 54 cidades mineiras terão a televisão como fonte de informação nas eleições municipais deste ano. Matéria publicada pelo Estado de Minas em dezembro, com base em dados do Ministério das Comunicações, mostra que 799 municípios do estado, onde vivem 7,6 milhões de eleitores (47,4% do total), terão de assistir às promessas de candidatos de cidades vizinhas, pois não têm geradoras de TV. Em 2008, em Contagem, foi preciso que um partido entrasse na Justiça para que a cidade tivesse seus candidatos divulgados durante 10 minutos no programa eleitoral da capital.