A possibilidade de o partido entrar no rateio dos cargos ao compor bloco com outra sigla também está vedada. Os parlamentares da legenda poderão ter assento nas comissões, mas o PSD terá que esperar os outros partidos definirem suas vagas, antes de indicar membros para os colegiados.
Hoje, a bancada do PSD é composta de 47 deputados em exercício. Outros oito estão licenciados do mandato. Trata-se da quinta maior bancada da Câmara. É também uma vitória para o DEM e o PR, partidos que mais perderam deputados para o PSD. Se fosse beneficiado pela decisão de Maia, os pessedistas teriam direito a duas presidências de comissões, devido ao tamanho da bancada.
De acordo com o líder do PSD, Guilherme Campos (SP), o partido estuda recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão da presidência da Câmara. “Respeitamos o posicionamento do presidente Marco Maia, mas vamos ainda ver os caminhos apontados pela nossa assessoria jurídica para ver as providências possíveis”, disse o líder. Na avaliação de Campos, apesar do contratempo, a legenda mantém seu peso político na Casa. “O número de votos no plenário continua sendo o mesmo. É o que mais importa”, disse o parlamentar.