Além da PEC, que era considerada tema prioritário para o governo, a semana também foi marcada pelas aprovações do novo Código Florestal e do projeto que regulamenta a Emenda Constitucional 29, destinando mais recursos para a saúde. As três votações eram consideradas polêmicas e terminaram de acordo com as negociações feitas pela base governista.
A expectativa do governo é manter a mesma união da base aliada para a votação, em segundo turno da PEC da DRU, que está marcada para o dia 20 de dezembro. Tanto Ideli Salvatti, como o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), estão confiantes na articulação política que tem sido feita para garantir quórum e maioria para aprovar a matéria sem sobressaltos. “Esta foi uma vitória importante. A base estava unida e agora vai estar unida para a votação em segundo turno”, disse Jucá ao fim da votação.
Segundo ele, o governo mostrou a relevância do assunto e convenceu os senadores da base aliada a votarem favoravelmente à proposta. O líder negou qualquer negociação por cargos ou emendas parlamentares alegando que já não há mais cargos ou emendas para serem distribuídos.
A oposição, que não fez qualquer tipo de obstrução e até ajudou para que a votação acabasse cedo, garantiu que também não irá criar problemas para a próxima votação. “Não temos o que fazer, vai votar a DRU no dia 20”, declarou o líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR). Apesar disso, os oposicionistas se recusaram a fazer um acordo para quebra de interstícios que propiciaria ao governo votar a PEC em segundo turno antecipadamente.