Jornal Estado de Minas

PT e PMDB afirmam que aliança com PSDB em BH está cada vez mais distante

Em mais uma reunião, os líderes municipais dos partidos garantiram que os entendimentos estão sendo feitos para que seja reeditada na capital a aliança que já sustenta o Governo da presidente Dilma

Marcelo Ernesto - Enviado especial a Curitiba
As alianças e indefinições sobre as próximas eleições municipais continuam movimentando os bastidores da política na capital. Nesta segunda-feira, líderes municipais dos partidos que formam a base que sustenta o governo da presidente Dilma Rousseff se reuniram em Belo Horizonte. Desta vez, o presidente municipal do PT e vice-prefeito da capital, Roberto Carvalho, o presidente municipal do PMDB, deputado federal Leonardo Quintão, participaram de um almoço com o senador Clésio Andrade (PR) para discutir questões relacionadas ao pleito do próximo ano. Dentre os assuntos destacados está a rejeição à presença do PSDB na chapa que concorrerá em 2012.
No encontro desta tarde, o assunto voltou a ser a intenção de implantar em Minas a mesma base que sustenta o governo federal e, principalmente, que exclua a presença do PSDB. Segundo o presidente do PT de BH, Roberto Carvalho, a articulação está sendo feita no sentido de consolidar esse entendimento. “O processo está no início ainda, mas não queremos a presença do PSDB, DEM e PPS”. Ainda segundo Carvalho, os partidos aliados “ficaram felizes com a sinalização de que a decisão caberá aos petistas de BH”. Em visita à capital na quinta-feira da semana passada, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que decisão caberá ao diretório municipal.

Ainda segundo Carvalho, todos os esforços estão sendo feitos para que haja uma unidade. “Vamos esgotar todas as possibilidades para ter uma chapa de consenso. O problema não é nome, mas o conteúdo. O processo ainda está no início e ainda temos muito que discutir”, afirmou.

Sobre a presença do PSB, partido do prefeito Márcio Lacerda, tanto o senador Clésio Andrade, quanto Roberto Carvalho, afirmaram que o convite para integrar a chapa já foi feito, mas que até o momento o partido ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto. Para Clésio, a repetição da base em BH “não elimina o PSB”.

O mais exaltado foi o presidente do PMDB municipal, deputado federal Leonardo Quintão. Ele disse que o encontro de hoje cumpria a função de “denunciar” o que, segundo ele, seria uma “negociata em troca de apoio, feita pelo PSB”. Ele classificou o episódio como “um escândalo”. “Belo Horizonte não pode ser moeda de troca de apoio em outras cidades. A população não pode ser diminuída”, disse. Ainda segundo Quintão, todos os esforços estão sendo feitos para que a aliança realmente aconteça. Questionado sobre a possibilidade de o PT caminhar para o apoio a Lacerda, ele disse que não acredita nessa hipótese, pois, segundo ele, a decisão de procurar o PMDB partiu dos petistas.