A presidente já confirmou as palavras da mãe em viagens internacionais. Em setembro, despistou os jornalistas e visitou o Museu de Arte Metropolitan, em Nova York, antes de agenda oficial na 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Foi ver exposição do pintor holandês Frans Hals, aproveitando para apreciar obras de Velásquez e El Grecco.
Segundo a mãe, Dilma sempre curtiu música clássica e ópera. “Até me cansava de ouvir aquela gritaria”, confessou Dilma Jane. Em entrevistas, foi a vez de a presidente revelar mais um pouco sobre seu gosto musical, dizendo-se fã de Fernanda Takai, que tocou depois de sua posse, e Cássia Eller. O ambiente cultural fez da casa da petista na juventude, em Belo Horizonte, um ponto de encontro de sua turma. Além dos diferentes sons, o lugar era conhecido pelas estantes de livro.
Para a mãe, está aí a leveza de Dilma. “O que acho mais interessante na vida dela é como consegue se distrair. Ela se realiza completamente com a arte. Ela é leve. Porque uma pessoa que consegue esquecer uma tortura, lendo um bom livro ou escutando uma música bonita, é muito leve. Ela se emociona.”
A mãe diz que ela “puxou” o jeito do pai, Peter Rousseff. “Era enérgico. Gostava muito de música e literatura. Era estudioso e sabia muito bem discutir política”, recorda. Em outubro, Dilma filha se emocionou em visita à Bulgária, terra do pai, morto há anos. Chegou a perder a fala diante da população de Gabrovo, cidade em que Peter nasceu. “Engasguei, não conseguia falar, não conseguia articular”, explicou à imprensa brasileira, depois do discurso.
Na campanha, Dilma protagonizou ainda cenas de carinho com a família, ao aparecer com o netinho Gabriel, recém-nascido, ao colo. Uma doçura em pessoa? “Melosa, ela não é. Mas atenciosa, cuidosa, amiga... ”, define a mãe.