O Judiciário também teria definido em algumas situações que o autor de pedido de impeachment precisa apresentar o título de eleitor como parte da documentação exigida a fim de ser legitimado como parte legítima do processo. Nessa situação, foi enquadrado Rogério Pereira. Esta é a segunda vez que o advogado ingressa com esse tipo de iniciativa sem apresentar o documento.
O segundo parecer da Procuradoria destaca que existem outros caminhos antes de se buscar o impedimento de um governador. Segundo os procuradores, seria recomendado aguardar o esgotamento de outras frentes, como o inquérito aberto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), antes de instaurar o processo de impeachment. Esse remédio, segundo eles, seria prejudicial ao Distrito Federal e poderia provocar a paralisação dos serviços públicos. Patrício não quis se manifestar sobre o assunto e convocou uma entrevista coletiva para hoje, às 10h, a fim de apresentar os pareceres e o próprio despacho.
Apoio
No início da noite de ontem, a Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores divulgou nota convocando a militância a se engajar na defesa de Agnelo. “Trata-se em primeiro lugar de defender um companheiro de partido, que desde antes da campanha eleitoral vem sendo alvo de falsas acusações, todas desmentidas. Trata-se, também e principalmente, de defender o PT e nosso governo”, diz a nota.