Ontem, o senador Eduardo Suplicy anunciou sua desistência da disputa interna ao ter recebido a promessa de que o seu programa Renda Cidadã será incorporado ao discurso do ministro, caso ele seja o candidato do PT à sucessão municipal. Haddad ressaltou que, do ponto de vista programático, os pré-candidatos do PT têm "total condição" de formar uma unidade partidária. "Nós estamos trabalhando, não necessariamente significa que isso vai acontecer, mas eu penso que é dever meu tentar buscar esse entendimento", afirmou.
O ministro lembrou também que se reuniu, no último fim de semana com os deputados federais Jilmar Tatto e Carlos Zarattini. No encontro, segundo Haddad, os pré-candidatos apresentaram algumas propostas as quais acreditam que são essenciais para o programa de governo petista. De acordo com ele, Zarattini insistiu na importância de uma administração pública mais transparente e na recuperação dos serviços públicos de saúde e educação. Tatto, por sua vez, pregou uma clara política de aliança e um plano de governo que tenha como base os diagnósticos feitos pelas bases petistas. O ministro classificou as conversas com os pré-candidatos como "cordiais" e "produtivas", mas ainda não "conclusivas". "Nós temos de respeitar não só o tempo de cada um mas também eventualmente a disposição de cada um de se manter até o final", disse. O ministro participou hoje de sabatina com militantes e simpatizantes do partido.
Haddad disse ainda que pretende procurar pessoalmente a senadora Marta Suplicy, que deixou a disputa municipal na semana passada, após um pedido da presidente Dilma Rousseff. "Nós estamos muito confiantes no apoio dela", afirmou. "Isso nós julgamos essencial para um bom êxito na campanha de 2012", acrescentou. Em discurso quando anunciou sua desistência, a senadora considerou que a possibilidade mais forte é a de que o ministro Fernando Haddad seja o candidato do PT, mas evitou declarar apoio à pré-candidatura dele.