Lindbergh Farias ponderou, no entanto, que essa nova alíquota não poderia ser definida sem estudos aprofundados e uma ampla discussão com toda a sociedade. Ele entende que a negociação sobre partilha de royalties, novas regras para o FPE e dívida dos estados deve se dar de forma conjunta, tendo a União como árbitra da discussão.
"O melhor não seria ganharmos tempo? Discutirmos esse processo em conjunto? Se a gente coloca tudo isso junto - dívida dos estados, royalties, FPE - conduzido pela presidente Dilma, nós temos como sair deste debate. Como vai ser a discussão no Senado sobre FPE? O Supremo diz que até 2012 temos de fazer uma nova legislação. Imagina o que vai ser isso aqui? Eu tenho argumentado que, se não houver interferência da União, vamos viver cada vez mais uma crise federativa ", alertou.
Lindbergh Farias contestou, mais uma vez, a afirmação de que os critérios do FPE definidos em 1989 seguiram o modelo do Código Tributário Nacional de 1966. O senador afirmou que os critérios foram políticos e que um estudo da Consultoria Legislativa do Senado constatou que, se tivessem mesmo sido seguidas as normas do Código Tributário, os índices de partilha dos recursos entre os estados seriam outros. Pernambuco, por exemplo, teria mais recursos do que o Piauí. E o Pará seria o que mais receberia.
Outra crítica feita pelo senador foi de que o Rio de Janeiro vem sendo tratado como um estado rico, quando, na verdade, enfrenta problemas de dinheiro. Um exemplo seriam as ações de pacificação nos morros cariocas, que não estão indo como deveriam por falta de recursos para contratação de policiais.
Em aparte, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) elogiou a postura de Lindbergh de se colocar como defensor de seu estado ainda que contrário às posturas de seu próprio partido.