Em mais um episódio de protesto de professores na Assembleia Legislativa, a reunião plenária desta quinta-feira foi encerrada em clima de tumulto, com direito a bate-boca entre os deputados Durval Ângelo (PT) e o presidente da Casa, Dinis Pinheiro (PSDB). Durante a sessão, os servidores da rede estadual de ensino gritavam nas galerias do prédio, a ponto de impedir os parlamentares de escutar o pronunciamento dos colegas na tribuna.
Segundo o presidente da ALMG, os deputados da minoria “foram (ao plenário) para criticar e reivindicar”. “É a forma deles de trabalhar. Agora, a presidência não vai se abdicar, em hipótese alguma, da civilidade e sobretudo do respeito aos preceitos regimentais”, afirmou.
“O que vimos hoje é que o presidente parou a reunião durante meia hora, quando falariam dois deputados da oposição. Terminada essa meia-hora, ele deu a palavra a outro deputado do governo e o nosso tempo tinha terminado”, relata o petista Rogério Correia, que é líder do bloco da minoria na Casa. "Foi uma forma de usar o regimento para fazer censura. A manobra tem se repetido. Não se discute aqui o conteúdo do projeto. O governo dá e retira o quórum na hora de discutir o projeto", completou.
Por outro lado, o deputado tucano Célio Moreira defendeu o presidente da ALMG, dizendo que Durval Ângelo agrediu o presidente da Casa com palavras de baixo calão. "Isso é uma falta de decoro, de respeito", defendeu.