Jornal Estado de Minas

Denúncias tornam insustentável permanência de Pedro Novais no Turismo

Denise Rothenburg

O quase ex-ministro do Turismo, Pedro Novais era ciriticado internamente pelo PMDB desde que foi à Câmara explicar as denúncias e suspeitas que recaíam sobre a pasta logo depois da Operação Voucher, aquela que prendeu meio mundo no Ministério, inclusive o secretário executivo, Frederico da Silva Costa.

Em vez de jogar Frederico no colo do PTB e do PT, que haviam levado o secretário para o Ministério no passado, Novais declarou em alto e bom som que havia escolhido Frederico porque se tratava de um técnico competente. Parte dos peemedebistas abandonaram Novais ali mesmo. Muitos levantaram do amplo auditório Nereu Ramos e foram embora quando o minsitro fez essa afirmação. Para muitos, estava claro que Novais e Frederico se davam muito bem e trabalhavam juntos para valer.

A partir dali, Novais contou mais com o lastro maior do líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves, que, por sinal, enviava assessores ao Ministério para saber a quantas andavam as emendas dos parlamentares. Da parte dos senadores, o apoio não era muito grande ao ponto de brigar por Novais

Diante dessa situação, qualquer nova notícia de deslize do ministro que deixasse o PMDB constrangido impedia o partido de tentar segurar Novais no cargo. Essa notícia chegou com a reportagem de Andressa Matais, na Folha de S.Paulo, sobre governanta e chofer pagos com recursos públicos. Não deu para o PMDB - e muito menos a presidente Dilma Rousseff - fingirem que não viram tamanho abuso. Assim aquele que balançava, vai cair.

E sobre Wagner Rossi...

O ex-ministro da Agricultura tinha o apoio do PMDB. Poderia até ter ficado no cargo. Mas preferiu pedir demissão depois do constrangimento que os netos passaram na escola.

E assim, aos poucos, vão mudando os ministros de Dilma...Ainda estão na corda bamba, Carlos Lupi, do Trabalho; Mário Negromonte, das Cidades. Essa novela do troca-troca não terminou.

 

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