Marina ainda fez analogia entre o movimento contra a corrupção, que promoveu protestos em diversas cidades do País durante o feriado da Independência, e a luta contra as mudanças no Código Florestal. "Se é desvio de dinheiro público, a população entende e se mobiliza. Mas quando se trata de desvios no patrimônio público natural, é mais difícil para as pessoas entenderem", afirmou a ex-ministra. "Esse evento tem um caráter pedagógico. Vamos somar para dar um basta àquilo que é desvio de dinheiro e patrimônio públicos. Tanto financeiros quanto dos recursos naturais".
Sucessor de Marina no Ministério do Meio Ambiente e atual secretário de Estado de Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc citou três pontos do novo código florestal que os ambientalistas consideram mais preocupantes: anistia irrestrita para os desmatadores, descentralização para que os Estados possam criar seus próprios códigos florestais e autorização para que os topos dos morros e encostas sejam ocupados para atividades econômicas, como pecuária.
"Estive no Senado para um debate com ex-ministros e uns 30 senadores. O clima lá é muito melhor do que na Câmara. Isso não significa que vai sair de lá um texto maravilhoso. A nossa ideia é reduzir o dano", explicou Minc. "Além disso, a presidenta Dilma manteve o compromisso conosco de vetar aqueles pontos que representassem anistia total para o desmatador ilegal e os pontos que estabeleçam a redução das reservas legais ou áreas de proteção permanente", disse o ex-ministro.