Na entrevista coletiva concedida há pouco, o ministro da Agricultura lamentou o pedido de demissão de seu braço direito na pasta. Rossi disse que pediu a ele que continuasse no cargo. Segundo o ministro, Ortolan, seu amigo há muitos anos, lhe respondeu que as denúncias “tiraram o direito de exercer em sua plenitude suas funções”.
Rossi levou aos jornalistas documentos que, segundo ele, mostram que algumas pessoas ouvidas na reportagem e que fizeram denúncias estão sendo investigadas por irregularidades cometidas contra o Ministério da Agricultura e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ele disse ainda que não conhece Júlio Fróes, citado como o lobista responsável por intermediar negócios e cuidar de processos de licitação, redação de editais e escolha de empresas prestadoras de serviços dentro do ministério. “Sobre ele trabalhar aqui, vamos investigar”.
O ministro também falou sobre respaldo do governo para seguir no cargo. O ministro destacou que a presidenta Dilma Rousseff deu todos os motivos para ele se sentir confortável e que seu trabalho tem sido bem avaliado. “Sou ocupante de um cargo de livre escolha da presidenta da República. O governo está vendo que tomei medidas e que estou respondendo .
Esta foi a segunda entrevista coletiva, em duas semanas, em que Rossi dá para explicar denúncias de irregularidades no ministério e na Conab. Segundo o ministro, sempre que houver denúncias ele responderá à imprensa. “Aqui, o que tiver de errado, vamos cortar e mudar.” De acordo com Rossi, todas as indicações políticas de sua gestão têm sua capacidade comprovada.