Jornal Estado de Minas

Mineira é cotada para vaga de Ellen Gracie no STF

Alexandre Vaz
Maria Elizabeth Guimarães Rocha - Foto: Celio Azevedo / AgĂȘncia Senado. 14/02/07Uma mineira está entre as cotadas para ocupar no Supremo Tribunal Federal (STF) que será aberta com a aposentadoria da ministra Ellen Gracie. Maria Elizabeth Guimarães Rocha, ministra do Superior Tribunal Militar (STM), é um dos nomes que vêm sendo levantados, uma vez que a expectativa é de que a presidente Dilma Rousseff indique uma mulher.
Nascida em Belo Horizonte e formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Maria Elizabeth Guimarães Rocha foi nomeada em 2007 a primeira ministra do STM. Além dela, também são cogitados os nomes da juíza Sylvia Steiner, do Tribunal Penal Internacional, da procuradora Flávia Piovesan, especialista em direitos humanos, e da desembargadora federal Neuza Maria Alves da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O único homem cotado para o cargo, até agora, é o ministro Teori Zavascki, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, divulgou nota na qual defende a indicação de um juiz federal para o posto. Antes de tomar posse no STF, Ellen Gracie atuou como juíza de um tribunal federal.

Ellen Gracie


A aposentadoria da ministra Ellen Gracie foi confirmada oficialmente nesta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal. Ellen Gracie Northfleet chegou ao STF em dezembro de 2000, nomeada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Foi a primeira ministra do Tribunal e também a primeira a assumir a presidência da Corte, em abril de 2006. A ministra ainda tinha sete anos até a chegada da aposentadoria compulsória, em 2018. A expectativa é que ela saia do STF para ocupar vaga em um órgão internacional.

A tendência internacionalista foi uma das marcas de sua passagem pelo STF. A participação da ministra em seminários e eventos em outros países foi constante. Em 2008, ela fez campanha aberta para ocupar um posto na Organização Mundial do Comércio (OMC), mas perdeu a vaga para o mexicano Ricardo Ramirez. À época, ela creditou a derrota à conjuntura geopolítica e à divergências com países vizinhos. (com agências)