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Marina quer 'democratizar' PV, mas pode criar partidoFora do Senado, Marina quer vida discreta de palestranteMarina ameaça ficar fora de palanques do PV"Eu reafirmo meu desejo de permanecer neste PV, contribuindo para o seu crescimento e qualidade política", disse Marina. "Se deixarmos de lado a renovação política, acabou-se a moral para falar de sonhos, de ética, de um mundo mais justo e responsável com o meio ambiente. Podemos até continuar falando, mas soará falso, como voz metálica de robô", avaliou. A ex-senadora contestou ainda o argumento de que a permanência da atual direção nacional do PV tem como função a realização de seminários, discussões e aprovação de propostas de democratização do partido.
"Não creio que o aprofundamento da democracia possa ser feito através da supressão, mesmo que temporária, da pouca democracia ainda existente", disse. "Lembro que a proposta de adequar o PV a esses novos tempos foi feita pela própria Executiva Nacional do PV, quando do convite feito a mim para ingressar no partido", acrescentou. A ex-senadora destacou que caso o PV não caminhe para a sua reestruturação, a partir de sua democracia interna, estará negando a gênese do partido no mundo.
"Por isso, o que está em jogo é se o PV vai fortalecer tudo de positivo que foi construído nesses 25 anos, afastando de vez a zona sombria que ainda envolve o partido", pregou Marina, incluindo no final da nota uma citação do escritor e poeta francês Victor Hugo. "Eu tenho plena convicção, como dizia Victor Hugo, de que forte é 'a ideia cujo tempo chegou'. Não vamos deixar o nosso tempo passar. Ele está aqui, em nossas mãos e em nossos corações".