As avaliações de Pestana e de Aécio colocam ainda mais pressão sobre Lacerda. Há cerca de um mês, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, também afirmou ser difícil a construção de nova aliança entre petistas e tucanos para a disputa da Prefeitura de Belo Horizonte. Com fogo de todos os lados, e liderança política ainda em teste, Lacerda evita qualquer declaração sobre possíveis cenários políticos para 2012.
Assim como os petistas, Pestana vê duas possibilidades para a disputa do ano que vem. O partido mantendo aliança apenas com o prefeito, sem o PT, ou lançando candidato próprio. “Temos grandes nomes para a disputa, como o presidente da Câmara, Leo Burguês, o deputado estadual João Leite, e os deputados federais Eduardo Azeredo e Rodrigo de Castro”, diz Pestana. O novo presidente do PSDB, no entanto, afirma que o quadro político na capital só será definido depois da Semana Santa de 2012.
Além dos esforços pela prefeitura da capital, o PSDB vai centrar forças ainda na disputa das 50 maiores cidades do estado, sempre com muito cuidado para não melindrar aliados, conforme Pestana. “É uma construção política complexa: afirmar a identidade partidária e negociar com habilidade com a ampla base aliada”, diz o presidente do PSDB. Nas eleições do ano passado para o governo de Minas, o candidato tucano, Antonio Augusto Anastasia, que venceu a disputa, contou com o apoio de outros 12 partidos: PP, PDT, PTB, PSL, PSC, PR, PPS, DEM, PSDC, PMN e PSB.
Segundo Pestana, também serão metas da administração do PSDB estadual a modernização do partido, com a inserção da legenda nas chamadas novas mídias, como o twitter e o facebook, e a aproximação com ambientalistas, juventude e movimento sindical. O partido governa hoje 148 municípios de Minas Gerais.