Psol pede investigação de Jaqueline Roriz pela Corregedoria da Câmara
Dirigentes do Psol entraram, nesta quinta-feira, com um pedido de investigação da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) pela Corregedoria da Câmara dos Deputados. Como o corregedor Eduardo da Fonte (PP-PE) está viajando, o ofício foi entregue ao presidente da Câmara, Marco Maia, pelo presidente do Psol no Distrito Federal, Antonio Carlos Andrade, e o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP).
No documento, o Psol pede que a Corregedoria Parlamentar apure as irregularidades cometidas pela deputada. O partido também pede que a Corregedoria analise a declaração de bens apresentada pela deputada à Câmara e a situação do processo em que ela é acusada de receber propina para aprovação do Plano Diretor do Distrito Federal, que tramita na Justiça do Distrito Federal.
A deputada Jaqueline Roriz, filha do ex-governador do Disitrito Federal, Joaquim Roriz, foi flagrada em um vídeo, divulgado recentemente, recebendo propina do então secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Durval Barbosa, que foi operador e delator de um esquema de corrupção no governo estadual. O pagamento teria sido feito em 2006. ''Uma parlamentar que foi pega em um ato daquela natureza não pode estar no convívio do Congresso Nacional'', disse Antonio Carlos Andrade nesta quinta-feira, ao pedir a investigação. Se julgar o pedido procedente, o corregedor da Câmara pode abrir uma sindicância para investigar o caso e o processo é remetido ao Conselho de Ética, para que o parlamentar seja julgado. Atualmente, o Conselho de Ética entende de que só devem ser julgados os processos que dizem respeito a irregularidades cometidas durante o mandato do parlamentar, o que não é o caso de Jaqueline, que teria cometido o delito enquanto ainda era candidata.
O senador Randolfe Rodrigues se mostrou esperançoso de que o caso não seja arquivado. Ele lembrou que, em 2007, o então senador Joaquim Roriz, pai da deputada, renunciou ao cargo antes que o Conselho de Ética do Senado iniciasse investigações de denúncias contra ele, ocorridas antes do início do seu mandato. ''Como tem um precedente no Senado, creio que a Câmara poderá analisar o caso da mesma forma. Estamos aqui fazendo a provocação'', disse.
Antes mesmo do pedido formal do PSol, a corregedoria da Casa havia divulgado nota afirmando que estava acompanhando as denúncias divulgadas na imprensa, mas que não iria se manifestar enquanto não houvesse um pedido oficial. ''A Corregedoria será rigorosa e tomará todas as providências necessárias quando for formalmente provocada e estiver de posse de todas as informações a respeito do caso''', dizia a nota.
*Com Agência Câmara