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Estado de Minas LITERATURA

Os livros mais marcantes da década, por Stefania Chiarelli

Vinte críticos, jornalistas e gestores culturais indicam os livros nacionais - romances, contos, poemas - que marcaram suas leituras nos últimos dez anos


16/04/2021 04:00 - atualizado 16/04/2021 08:40



Stefania Chiarelli 
Professora de literatura na Universidade Federal Fluminense (UFF) 

“Passageiro do fim do dia”, de Rubens Figueiredo (Cia das Letras, 2010) 
Já um clássico contemporâneo. O percurso pela periferia da urbe conduzido por um narrador concebido de forma primorosa. 
“A vendedora de fósforos”, de Adriana Lunardi (Rocco, 2012) 
A prosa elegante da autora nos leva pela mão, afundando em conflitos familiares e a tensa relação entre duas irmãs. Lirismo e ironia em dose precisa. 

“O homem-mulher”, de Sérgio Sant’Anna (Cia das Letras, 2014) 
Para ler até decorar, como o conto que intitula o volume, além de “Eles dois”, “Lencinhos”e “O corpo”. Nunca é demais ler Sant’Anna. 

“Água de barrela”, de Eliana Alves Cruz (Malê, 2018) 
O biográfico e o histórico alimentam este romance arrebatador, que percorre várias gerações cujos laços foram rompidos pela escravidão. 

“A noite da espera”, de Milton Hatoum (Cia das Letras, 2017) 
A sempre fluida prosa do autor manauara, mas em nova geografia, incluindo Paris e Brasília. A ditadura brasileira pela ótica de um protagonista construído de modo irreparável. 

“Aquela água toda”, de João Anzanello Carrascoza (Cosac Naify, 2012) 
Infância e memória entrelaçadas com raro apuro estético. Aqui cada palavra vibra e pulsa. 

“O corpo interminável”, de Claudia Lage (Record, 2019) 
Um mergulho a fundo nas cicatrizes da nossa história coletiva, revelador do amplo domínio narrativo de Lage. 

“A ocupação”, de Julián Fuks (Cia das Letras, 2019) 
O autor transfigura o substantivo em verbo e carne ao tematizar dores de amor e a tragédia dos deslocamentos contemporâneos. Belo e forte. 

“Por cima do mar”, de Deborah Dornellas (Patuá, 2019) 
Leitura para entrar nos navios em que os corpos negros narram a memória do silêncio, da escravidão e da morte. Um romance potente e dolorido. 

Todos os santos”, de Adriana Lisboa (Alfaguara, 2019) 
A prosa sensível da autora evoca afetos, perdas e dilemas éticos. Lisboa em grande forma

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