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Estado de Minas

Graça na desgraça alheia


postado em 01/03/2019 05:10

Carnaval sem máscaras não tem graça. Mas que graça pode ter a desgraça alheia? Pois é o que está rolando neste carnaval. Um número sem-fim de foliões deve ir para as ruas com a máscara do ator Fábio Assunção, de 47 anos, que vive um drama público de dependência química. A dor do sofrimento do artista é acumulada com outra dor, a do escárnio de humanos desumanos. Nas lojas de produtos de carnaval da área central de BH, as máscaras do ator estão esgotadas desde o início da semana e deixaram encalhadas as do presidente Jair Bolsonaro, da primeira-dama Michelle e do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Um jovem folião que procurava máscara e não quis informar seu o nome deu o tom da desculpa: “Não tem nada a ver, é apenas brincadeira”. Sem a máscara do ator, ele levou uma da série espanhola La casa de papel, usada na história pelos assaltantes do Banco Central.

Além das máscaras de políticos, estão as marchinhas da vez para tirar sarro de quem pisou ou parece ter pisado na bola. As primeiras do ano trataram das investigações sobre Fabrício Queiroz, o ex-motorista e ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República. Ele é investigado por ter feito movimentação bancária suspeita de R$ 1,2 milhão e diz que era dinheiro de venda de carros. Entre tantas com letras diversas sobre o mesmo tema, uma delas não perdoa: “Queiroz vendeu o meu Chevette e uma Belina/que eu tinha troquei com ele minha Kombi por um Mareia/ e uma motinha até o meu Del Rey de cor azul calcinha troquei numa Brasília/ que dei de entrada num fusquinha/Alô Queiroz... Alô Queiroz/arruma um bom negócio aí pra nós!” (PN)


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