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Estado de Minas

Setembro Verde: campanha alerta para o sinais do câncer colorretal

Mudança de hábitos, atenção aos sintomas e diagnóstico precoce podem salvar vidas


Rede Mater Dei de Saúde
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postado em 25/09/2018 14:52 / atualizado em 25/09/2018 15:24

Zizi Soares faz tratamento contra o câncer colorretal na Rede Mater Dei. Jornalista conviveu com os sintomas durante anos sem saber que eram sinais da doença (foto: Arquivo Pessoal)
Zizi Soares faz tratamento contra o câncer colorretal na Rede Mater Dei. Jornalista conviveu com os sintomas durante anos sem saber que eram sinais da doença (foto: Arquivo Pessoal)

 
Há cerca de 10 meses, a falta de informação e desatenção aos sinais dados pelo próprio corpo quase custaram a vida da jornalista Elzilandy Soares, de 47 anos. A febre alta e persistente foi confundida com uma gripe forte. Depois surgiram sintomas que a levavam a crer que sofria de uma infecção urinária. Em um primeiro momento, a rotina de trabalho intensa fez com que ela preferisse se automedicar. 

A decisão de procurar ajuda médica só veio quando ela percebeu que o abdômen estava muito inchado e que a dor naquela região estava mais intensa. Se, para ela, os sintomas não pareciam nada de mais, para os médicos foi um claro sinal de alerta.

Após uma série de exames, eles descobriram que Elzilandy tinha um câncer colorretal em estágio avançado.

“Não dava tempo, sequer, de passar pelo risco cirúrgico. Tiveram de me operar no dia seguinte porque descobriram que o tumor torceu e obstruiu totalmente meu intestino”, lembra Zizi, como é conhecida entre os amigos e colegas de trabalho. 

Casos como o da jornalista demonstram a importância da campanha Setembro Verde, que marca o mês de conscientização sobre o câncer colorretal. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), esse é o segundo tipo de tumor mais comum entre mulheres e o terceiro entre homens no Brasil.

Estima-se que mais de 36 mil novos casos sejam diagnosticados em 2018. No entanto, ainda fala-se pouco sobre ele. “Essas campanhas são importantes, uma vez que levam à população informações sobre o que é o câncer, seus sintomas e sinais de alerta, a detecção precoce e como prevenir”, ressalta Gabriela Freitas Chaves, oncologista clínica da Rede Mater Dei. 

“Depois de receber o diagnóstico, comecei a pesquisar e descobri que há anos eu apresentava vários sintomas, mas por falta de conhecimento e informação achava que o que eu sentia era normal”, conta Zizi. Entre os indícios que passaram despercebidos estão, por exemplo, ficar vários dias sem ir ao banheiro e a presença de sangue nas fezes.

Segundo a oncologista Gabriela, além da constipação e sangramento, deve-se ficar atento a outras mudanças do hábito intestinal, como diarreia, dor abdominal, anemia, fraqueza e perda de peso.  “A procura de ajuda médica deve ser feita no caso do aparecimento desses sinais ou sintomas”, orienta.

O câncer colorretal - que pode acometer o intestino grosso e também o reto - tem tratamento e pode ser curado quando descoberto precocemente com auxílio de uma colonoscopia. “Quando a doença é diagnosticada em fase inicial, a cirurgia é, muitas vezes, o único tratamento, não sendo necessária a quimioterapia”, explica a oncologista.

Prevenção

A campanha Setembro Verde também contribui para orientar a população a adotar medidas que ajudem a evitar o surgimento da doença. No Brasil, indica-se o rastreamento por meio de colonoscopia a partir dos 50 anos. No entanto, há uma tendência de antecipar o início do rastreio para os 45 anos, como já é recomendado por órgãos como a American Cancer Society.

A oncologista Gabriela alerta ainda que “em casos de história familiar de câncer colorretal, doença intestinal prévia ou qualquer sinal ou sintoma, o médico deve ser consultado para avaliar o melhor momento para início do rastreamento”. 

Outras medidas simples podem prevenir o aparecimento de tumores desse tipo. De acordo com Gabriela, há correlação entre o câncer colorretal e  obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, dieta rica em carne vermelha e alimentos processados. “Por isso recomendamos não fumar, fazer atividades físicas, dieta balanceada mais ricas em verduras e frutas e com baixo consumo de carne vermelha”, indica. 

Ainda em tratamento, Zizi conta que segue à risca as orientações médicas e garante que a mudança de hábitos mostra resultados claros. “Tive uma segunda chance e tenho de aproveitar. Mudei completamente minha alimentação, faço atividade física. O resultado é que hoje meu intestino funciona corretamente. Além disso, tenho outro humor, outra visão da vida”, comemora. 

Para ela, a campanha Setembro Verde pode contribuir para que casos como o dela, que descobriu a doença em estágio avançado, possam ser evitados. “Acho esse tipo de iniciativa muito importante. As pessoas ainda têm vergonha de falar sobre o funcionamento do intestino, do reto. A campanha vem para trazer informações e também para quebrar tabus”, acredita. 

Zizi encontrou um meio de fazer sua parte na disseminação de informações sobre o câncer colorretal. A jornalista usa as redes sociais para falar sobre as experiências que teve com a doença e o tratamento.

No Facebook, ela mantém a página Circulando ZZ e no Instagram fala sobre o assunto em @zzcirculando_quimioterapia. “Às vezes, a gente não se cuida por falta de informação. Mas se antes eu não dava atenção ao meu intestino, hoje vejo que ele é tão importante quanto meu cérebro e coração”, diz.  


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