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Estado de Minas

Conheça a complexa operação que trouxe a BH grandes obras de mestres italianos

Exposição na Casa Fiat de Cultura reúne peças trazidas de 15 museus de sete cidades da Itália que têm como tema a história de São Francisco de Assis


Casa Fiat de Cultura
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Casa Fiat de Cultura
postado em 28/09/2018 14:44 / atualizado em 01/10/2018 17:09

 
 
Desde a inauguração da mostra ‘São Francisco na arte de mestres italianos’ em agosto, cada passo dado dentro da Casa Fiat de Cultura, no Circuito Praça da Liberdade, é uma viagem por diferentes momentos da história. Em um curto período de tempo, os olhos do visitante presenciam o que artistas produziram durante séculos para representar as diferentes fases de um dos santos mais retratados na arte mundial.

O acervo impressiona. São peças cedidas temporariamente por 15 museus instalados em sete cidades italianas, além de um quadro vindo diretamente de Nova York para integrar a mostra, que fica em cartaz em Belo Horizonte até 21 de outubro, com entrada gratuita.

Um empréstimo valioso para que moradores da capital tenham a oportunidade de ver de perto o trabalho de mestres como Tiziano Vecellio, Perugino, Orazio Gentileschi, Guido Reni, Guercino e os Carracci. 
 
Antes de chegar à Casa Fiat de Cultura, obras passaram por um cuidadoso processo de escolha e transporte (foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)
Antes de chegar à Casa Fiat de Cultura, obras passaram por um cuidadoso processo de escolha e transporte (foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)
 

Por trás da exposição que encanta os visitantes, há uma complexa operação para garantir a integridade das obras desde a retirada das peças de seus respectivos museus na Itália até a chegada à Região Centro-Sul de Belo Horizonte. 

Tudo começa em território italiano, com a negociação para a retirada de parte do acervo dos principais museus daquele país. “Tratamos da parte burocrática desde o pedido de empréstimo das obras, definidas pelo curador.

Em seguida, cuidamos de todo o planejamento administrativo e financeiro da exposição, incluindo seguro e transporte. Coordenamos então o design do espaço expositivo, e a maneira como as obras serão expostas e climatizadas”, detalha Ricardo Ribenboim, diretor da Base 7, instituição responsável pela produção e toda a logística para trazer as peças ao Brasil e parceira da Casa Fiat de Cultura.

Ribenboim explica que o processo é acompanhado por profissionais altamente especializados, chamados de couriers. “Tivemos a vinda de 11 deles. Eles acompanham as obras, que são embaladas na saída do local onde estão expostas, e acompanham a carga no avião. Terminam fazendo o laudo da chegada e saída da obra”, esclarece. 
 
 
Ricardo Ribenboim explica que a logística para trazer tantas obras valiosas para BH é complexa e começa ainda em território italiano, com muita negociação(foto: Crédito: Leo Lara/Studio Cerri)
Ricardo Ribenboim explica que a logística para trazer tantas obras valiosas para BH é complexa e começa ainda em território italiano, com muita negociação (foto: Crédito: Leo Lara/Studio Cerri)
 
Para decidir quais obras fariam parte da mostra, foram analisados critérios técnicos, mas também a relevância de cada obra enquanto representação de São Francisco de Assis em diferentes fases da arte. “As escolhas foram motivadas por razões de conservação, mas acima de tudo pela vontade de demonstrar como a figura de Francisco atingiu a imaginação de alguns dos principais artistas”, ressalta Stefano Papetti, diretor da Pinacoteca Civica Di Ascoli e um dos curadores da exposição na Casa Fiat de Cultura.

Papetti destaca ainda que “as obras foram escolhidas por motivos iconográficos e estilísticos, com a intenção de trazer para o público obras primas da pintura renascentista e barroca italiana”.

Não bastasse tamanha operação para trazer a BH peças de enorme valor artístico, a mostra ainda oferece ao público uma experiência imersiva, que usa a tecnologia para transportar o visitante para dentro da Basílica Superior de Assis, na Itália Central. “Diante da impossibilidade de apresentar os afrescos de Giotto materialmente, a reprodução virtual foi uma ferramenta útil para imergir os visitantes em uma realidade artística e devocional que enriquece a exposição com novas experiências”, explica Papetti. 

Com o uso de óculos de tecnologia 3D, o público tem a chance de observar de perto as obras expostas nas paredes da basílica. Nem mesmo pessoalmente é possível captar tantos detalhes, já que boa parte dos afrescos estão nas partes mais altas da construção histórica. 

Para Stefano Papetti, a mostra dá aos visitantes a oportunidade de ver obras que retratam o santo mais representado na história da arte italiana mas, acima de tudo, de entendê-lo como um “santo  moderno, porque sua atenção à paz e às questões ambientais o tornam extremamente atual”. 
 
Serviço:
Exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos na Casa Fiat de Cultura”
Curadoria: Giovanni Morello e Stefano Papetti
Até 21 de outubro de 2018
Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita 
 


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