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Estado de Minas

Por que as doenças cardíacas são mais associadas aos homens?


Biocor
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postado em 18/12/2018 14:02 / atualizado em 18/12/2018 16:31


(foto: Biocor/Instituto)
(foto: Biocor/Instituto)


Na metade do século 20, as doenças cardíacas já haviam se tornado a principal causa de morte em todo o mundo e os cientistas se esforçavam para entender melhor esse problema. 

Pesquisas evidenciavam que as doenças cardíacas iniciavam muito mais cedo na vida de uma pessoa do que se suspeitava até então. 

Como as mulheres eram, geralmente, excluídas das pesquisas mais relevantes sobre o coração, aos olhos do público a doença só estava associada aos homens. E mesmo quando estudos sobre doenças cardíacas incluíam um número significativo de mulheres, os dados, muitas vezes, realçavam os fatores de risco tradicionalmente vinculados ao público masculino. 

A descoberta mais notória do Estudo Framingham, um projeto de pesquisa de grande alcance, que acompanhou um grupo de homens e mulheres para determinar as causas de doenças cardiovasculares, vinculou os problemas do coração a o fumo. 

Quando esses dados foram publicados, em1960, o número de homens fumantes era quase duas vezes maior que o de mulheres, solidificando a noção de que o comportamento estereotipado dos homens causava doenças cardíacas. 

O PRIMEIRO EQUÍVOCO SOBRE DOENÇAS CARDÍACAS 

Os primeiros estudos ajudaram a estabelecer o mito de que as doenças do coração eram mais comuns entre os homens. Na realidade, a taxa de mulheres com problemas do coração geralmente é comparável à de homens, mas as mulheres têm menos probabilidade de reconhecer os sinais de perigo. 

Ainda que a doença seja, atualmente, a principal causa de morte de mulheres em todo o mundo, em uma pesquisa recente somente 13% delas declararam que as doenças cardíacas representavam o maior risco para sua saúde. 

Embora essa continue sendo a principal causa de morte de homens e mulheres, o número de óbitos decorrentes de doenças do coração caiu vertiginosamente em muitos países nas últimas décadas. 

Essas melhoras radicais podem ser atribuídas a diversos fatores, como campanhas de saúde pública. Também houve uma mudança comportamental, na qual a mera observação deu lugar a uma intervenção ativa. 

Médicos prescrevem inúmeras terapias, como medicamentos para reduzir pressão e colesterol e stents, que podem aumentar o fluxo sanguíneo para o coração. 

RISCO (MAL) CALCULADO 

Infelizmente, as pesquisas indicam que muitas mulheres não se consideram sob risco de ser acometidas por doenças cardíacas. Esse pode ser um dos motivos pelos quais as mulheres de mais idade tiveram uma redução menos significativa das taxas de doenças cardíacas do que os homens na mesma faixa etária. 

Além disso, inúmeras doenças específicas das mulheres também podem aumentar as chances de elas desenvolverem doenças cardíacas:

- As mulheres que entram na menopausa antes de completar 45 anos podem ter até 50% mais risco de desenvolver problemas cardíacos. 

- A endometriose, doença em que um tecido similar ao revestimento do útero é encontrado em outras partes do corpo, pode aumentar a chance de uma mulher desenvolver doenças cardíacas em até 400%. 

- As mulheres também são favorecidas pelos tratamentos modernos. Entretanto, para que as mulheres possam aproveitar ao máximo as mais novas descobertas, precisamos desbancar os efeitos remanescentes do mito de que as doenças cardíacas são um problema masculino e estar mais alertas aos diferentes sintomas que as mulheres podem sentir.
 
 


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