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Estado de Minas

A idade cronológica e a idade física. Quantos anos você tem?

A idade cronológica e a idade física. Quantos anos você tem?


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postado em 17/05/2018 10:45 / atualizado em 17/05/2018 11:28

Nestor Ivan Saavedra Teran é cardiologista, intensivista e coordenador das especializações médicas de clínica médica e cardiologia do Biocor Instituto(foto: Instituto Biocor)
Nestor Ivan Saavedra Teran é cardiologista, intensivista e coordenador das especializações médicas de clínica médica e cardiologia do Biocor Instituto (foto: Instituto Biocor)

 
Quantos anos você sente que tem? Essa pergunta é mais importante que a idade cronológica. Afinal, o tempo é um invento humano e a natureza tem seu próprio tempo. Podemos influenciar a natureza? Para Nestor Ivan Saavedra Teran, especialista em cardiologia e terapia intensiva adulto do corpo clínico do Biocor Instituto, provavelmente sim, “mas é como um rio, não podemos detê-lo, apenas administrar a qualidade de suas águas”.  

Nestor Ivan, que também é coordenador das especializações médicas de clínica médica e cardiologia do Biocor Instituto, explica que, quando temos 5 anos, aquele de 20 é um velho, assim como para uma pessoa de 50, o velho é aquele de 80, tudo depende de como nos sentimos. Sem embargo, diz o especialista, somos surpreendidos por muitas velinhas para soprar em cima do bolo.

Nossa vida fervilha entre prédios, elevadores, carros, ônibus, celulares, sofás e telas planas. Porém, nosso corpo foi desenhado

milimetricamente para andar quilômetros à procura de alimento e refúgio. “Esquecemo-nos de como é sentir dor muscular após uma boa caminhada, da falta de fôlego ao subir uma montanha ou da sensação de nosso coração inquieto no peito.” 

No consultório, Nestor Ivan diz que esta pergunta é comum: “Doutor, posso fazer exercício?”. Do ponto de vista fisiológico, é como se uma criança perguntasse: “Posso brincar?”. Todas as pessoas não só podem, como devem fazer alguma atividade física. Nosso corpo foi desenhado com esse fim.
 
Cuidar de nosso lado “animal” é essencial para o espírito que mora dentro dele. Com qual idade começar? “Olhe-se fixamente no espelho, sem se importar com o cabelo branco ou com a falta dele, com suas cicatrizes de guerreiro ou com as curvas do sedentarismo. O momento é agora e para sempre! É um modo de vida ou melhor dizendo, de sobrevida. Nunca é tarde, só se você estiver lendo isto sentado em uma nuvem.” Consulte seu cardiologista ou clínico. “O profissional nunca contraindicará a atividade física. 

Essa será uma parte essencial da receita médica. E se por acaso você tiver um problema subjacente que a atividade física inicial possa deflagrar ou levar a uma complicação, ela será identificada e tratada e posteriormente você poderá colocar seus tênis e sentir a deliciosa brisa de uma corrida matutina ainda que após um transplante cardíaco”, destaca Nestor Ivan.

Procure uma atividade que goste porque será para sempre. As academias têm seus defeitos, mas oferecem boas companhias; as piscinas são solitárias, mas os seus silêncios embaixo d’água são relaxantes; os jogos chegam acompanhados de amigos e novos amigos: crianças eternas. Quanto fazer? Vivemos cheios de eletrônicos que medem frequências, calorias, passos, entre outros. “São importantes para quem gosta de metas, mas péssimos para os paranoicos que querem controlar o coração. 

Ele sabe há milênios seus limites, e ele dará o alerta de quando baixar o ritmo (cansaço excessivo e sem conseguir falar). Seja constante e não intenso, para chegar longe (vale para a vida também), afirma o especialista. Segundo ele, é muito comum ao iniciar uma atividade física, após 10 ou 15 minutos sentir que o corpo inteiro dói, sentir a boca seca, o coração acelerado e falta de fôlego. 

Isso é normal, nós sedentários nos esquecemos de que o corpo sente no início de qualquer atividade física, até cruzar aquela barreira invisível onde se liberam aquelas misteriosas endorfinas.” Inicialmente, você será tentado a parar pelos muitos ‘pensamentos sedentários’: “o que estou fazendo aqui?, “isto é horrível!”, “o gordo do cardiologista é maluco”, “esta magrela da endocrinologista e sua água de coco”. Mas se insistir mais 10 ou 15 minutos, até ficar com a camisa molhada levemente, você desejará andar mais cinco minutos e mais cinco, e no final será outra pessoa, confiante no seu corpo, em sua mente, nos desafios da vida que estarão ao outro lado da porta.” 

Você terá uma cabeça mais organizada, a autoestima voltará, seus exames laboratoriais fora da faixa diminuirão, sua pressão não dará aqueles pulos, o seu corpo dolorido dormirá melhor, as velhas calças sairão do armário cheias de saudade dos bons tempos e aos poucos aquela criança interna acordará com bom humor e disposta a repetir mais um dia de atividade física que a fará se sentir simplesmente viva.”


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